- Um consórcio de mais de 300 empresas de aviação diz que até o fim de maio podem ocorrer cancelamentos de voos europeus por falta de combustível de aviação, e pede planos de racionamento dos governos.
- O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, afirma que as autoridades precisam de planos bem comunicados e coordenados caso o racionamento se torne necessário.
- A Agência Internacional de Energia informou que a Europa tem reservas de combustível de aviação para cerca de seis semanas. Walsh classificou a avaliação como alarmante.
- A razão é o fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou o preço do querosene; cerca de vinte por cento do querosene mundial passa pelo estreito, com 69% destinado à Europa.
- Mesmo com menor exposição, o mercado global é afetado; companhias como a United já cancelam voos de verão para compensar os preços.
O consórcio de mais de 300 empresas de aviação afirmou que as companhias podem começar a cancelar voos europeus no fim de maio devido à escassez de combustível de aviação. O aviso foi feito nesta sexta-feira por Willie Walsh, diretor-geral da IATA. A mensagem central é a necessidade de planos de contingência bem alinhados entre governos e aeroportos.
A IATA diz que os governos devem preparar planos para o caso de racionamento do combustível em aeroportos. A organização destacou a importância de comunicação clara e coordenação entre autoridades para evitar impactos maiores nas operações.
Na véspera, a Agência Internacional de Energia informou que a Europa tem reservas de combustível de aviação suficientes para cerca de seis semanas. Walsh classificou a avaliação como alarmante, ressaltando a urgência de ações para evitar interrupções.
Contexto de abastecimento e planos de contingência
O problema decorre do fechamento do Estreito de Ormuz, que eleva o preço do querosene de aviação. O querosene já houve alta acentuada desde o início da crise, e o setor depende cada vez mais de fornecimento internacional.
Dados indicam que cerca de 20% do querosene de aviação mundial passa por Ormuz, com 69% destinado à Europa. Países como Reino Unido, França e Holanda são particularmente expostos à demanda oriunda do Oriente Médio.
A situação internacional também se reflete no mercado americano. Companhias como a United já anunciaram cancelamentos de voos de verão para conter custos com combustível e manter reservas. A tendência aponta para ajustes operacionais até que haja normalização.
As empresas repetem que a preparação para possíveis cortes é essencial, mesmo com cenário global ainda variando. Autoridades e companhias estudam medidas de gestão de demanda, priorização de rotas e reprogramação de horários para reduzir impactos.
Entre na conversa da comunidade