- O consumo de gás natural no Brasil cresceu 3,8% em 2025, passando de 52,4 milhões de m³/dia em 2024 para 54,4 milhões de m³/dia em 2025.
- O segmento residencial foi o destaque, com alta de 8,8% (de 1,4 milhão para 1,5 milhão de m³/dia).
- O setor industrial registrou alta de 5,3% (de 28,3 milhões para 29,9 milhões m³/dia).
- A geração elétrica aumentou 4,5% (de 14,6 milhões para 15,3 milhões m³/dia).
- Em contrapartida, automotivo caiu 11,5% e cogeração recuou 7,1%.
O consumo de gás natural no Brasil cresceu 3,8% em 2025, segundo levantamento da Abegás divulgado nesta sexta-feira (17.abr.2026). O volume passou de 52,4 milhões de m³/dia em 2024 para 54,4 milhões de m³/dia no ano passado. O estudo engloba os setores industrial, automotivo, comercial, residencial, geração elétrica, cogeração e matéria-prima.
Entre os setores, o residencial destacou-se com alta de 8,8%, subindo de 1,4 milhão de m³/dia em 2024 para 1,5 milhão em 2025, impulsionado pela expansão da rede de gasodutos e pela base de clientes. O industrial registrou 5,3% de crescimento, de 28,3 milhões para 29,9 milhões de m³/dia.
A geração elétrica apresentou subida de 4,5%, com 15,3 milhões de m³/dia em 2025, frente a 14,6 milhões em 2024, devido ao maior despacho térmico. Por outro lado, automotivo caiu 11,5% e cogeração recuou 7,1%.
Clientes
Em 2025, o número de clientes diretos conectados à rede de gás canalizado atingiu 5.022.394, o maior total já observado. O Sudeste concentrou a maioria dos consumidores, seguido por Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. A rede de distribuição alcançou 47.000 km em 516 cidades.
Mercado livre
No mercado livre de gás, 160 clientes industriais negociavam condições com comercializadoras ou produtoras, correspondendo a 15,1 milhões de m³/dia. Já no segmento de geração elétrica, havia 20 clientes no mercado livre, totalizando 15,0 milhões de m³/dia.
Guerra
Para a Abegás, não houve melhoria de curto prazo para mitigar impactos da guerra no Oriente Médio sobre o preço do gás natural. O executivo aponta que contratos de gás tendem a acompanhar a cotação do Brent, diante de tensões entre EUA, Israel e Irã e interrupções no estreito de Ormuz.
O dirigente também ressaltou a necessidade de incluir o gás natural em medidas de desoneração, destacando que parte dos custos da cadeia ocorre no processamento e escoamento, que representam cerca de 50% do preço da molécula.
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