- O FMI, através do chefe do Departamento Europeu, prevê que o BCE aumente a taxa básica de juros em cerca de 50 pontos-base em 2026 para manter uma postura monetária neutra.
- A previsão deixa em aberto que, após esse aperto, as taxas possam cair novamente em 2027.
- A taxa atual do BCE é de 2%.
- O FMI aponta que a resposta do banco central da zona do euro foi dificultada pela escassez de oferta, não por excesso de demanda.
- O fechamento do Estreito de Ormuz, em meio a conflitos no Irã, reduziu o fornecimento global de energia e elevou preços, influenciando as projeções de crescimento e inflação.
O FMI prevê que o BCE aumente a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual em 2026 para conter a inflação impulsionada pela energia. O cenário aponta cortes subsequentes em 2027. A taxa atual está em 2%.
Segundo o chefe do Departamento Europeu do FMI, Alfred Kammer, a resposta do BCE foi dificultada pela escassez de oferta e não por um aumento na demanda. O objetivo é manter uma postura monetária neutra ao longo do tempo.
Kammer reforçou que os modelos indicam ajustes graduais, mas a recomendação não é definitiva. O FMI sinaliza incertezas, principalmente quanto ao comportamento da inflação e ao efeito dos choques de preços.
Contexto: choque de energia e cenário global
O fechamento do Estreito de Ormuz, ligado a tensões entre EUA, Israel e Irã, reduziu o suprimento global de petróleo e gás em cerca de 20%. Esse choque elevou os preços de energia e pressionou as projeções de crescimento.
Kammer observou que o choque tende a impedir o aumento da demanda, o que poderia reduzir a necessidade de novas ações do BCE. Mesmo assim, há vigilância sobre as expectativas de inflação a curto prazo.
Implicações para o BCE e para a zona do euro
O BCE mantém a taxa de juros em 2% neste momento. A instituição enfrenta o desafio de calibrar políticas para não desancorar as expectativas inflacionárias, mantendo a credibilidade frente a choques de oferta.
Entre na conversa da comunidade