- O diesel chegou a R$ 7,58 por litro, ante R$ 6,10 no dia 21 de fevereiro, índice ligado sobretudo a choques externos com a guerra no Oriente Médio.
- O diesel A (combustível base) responde por cerca de 61% do preço final, influenciado pela elevação do barril no mercado internacional e pela necessidade de importação de parte do combustível.
- O conjunto de tributos estaduais (R$ 1,17) e a margem de distribuição e revenda (R$ 1,00) são os segundos maiores componentes do preço nas bombas.
- A queda de impostos federais (PIS/Cofins) na importação e comercialização do diesel, somada à queda do biodiesel, ajudou a reduzir o impacto; a Petrobras aumentou apenas R$ 0,38 desde o início do conflito.
- A importação representa entre vinte e cinco e trinta por cento do diesel consumido no Brasil, e a privatização da refinaria de Mataripe, na Bahia, elevou o custo do litro em torno de R$ 2,60 em março.
O preço do diesel no Brasil subiu aproximadamente 24% desde o início da guerra no Oriente Médio, passando de R$ 6,10 para R$ 7,58 por litro. A alta vem após o choque internacional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, e é puxada pela formação do preço no mercado interno, com influência maior da importação e do refino privado do que de ações da Petrobras.
Segundo dados oficiais, impostos federais recuaram muito e o biodiesel ficou mais barato, mas o diesel importado e o custo do refino privado pesaram no valor final. A Petrobras aumentou o valor em cerca de R$ 0,38 por litro desde o começo do conflito, mas a maior parcela do reajuste vem da composição externa e dos custos de distribuição.
A Petrobras responde por cerca de 70% do diesel consumido no Brasil, porém o impacto principal do aumento está nos itens de importação e no refino privado. A eliminação dos impostos federais e a variação do preço do biodiesel amorteceram parte do reajuste, mas o preço ficou pressionado pela menor oferta global de diesel.
Composição do preço atual
- Diesel A: R$ 4,64
- Biodiesel: R$ 0,75
- Tributos federais: R$ 0,02
- Tributo estadual: R$ 1,17
- Margem de distribuição + revenda: R$ 1,00
- Total: R$ 7,58
O componente principal é o diesel A, que representa cerca de 61% do preço final. O valor é influenciado pela alta do barril no mercado internacional, além da necessidade de importar parte do diesel refinado no Brasil.
Semana anterior ao conflito
No dia 21 de fevereiro, antes dos bombardeios, o preço médio era de R$ 6,10. O diesel A correspondia a 46% desse total, seguido pelo tributo estadual (19%) e pela margem de distribuição (16%).
Fatores-chave no aumento
O diesel adquirido por distribuidoras, no Brasil ou no exterior, subiu em média R$ 1,83, equivalente a 98% do ganho de R$ 1,86 por litro. A margem de distribuição e revenda subiu apenas R$ 0,03, de acordo com a apuração. Em comparação, o custo de importação e o refino privado foram os principais responsáveis pelo reajuste.
Contexto externo
O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo, com a cotação chegando a picos acima de US$ 119 o barril em momentos. A cotação recuou recentemente para próximo de US$ 89,80 após a reabertura anunciada pelo Irã, influenciando o mercado de combustíveis brasileiro devido à dependência de petróleo importado.
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