- Juros futuros fecharam em forte queda após o recuo do petróleo e a reabertura do Estreito de Ormuz.
- A queda da commodity levou o mercado a precificar inflação mais branda no Brasil, abrindo espaço para novos cortes da Selic.
- A renda fixa reduziu prêmios de risco nas curvas de juros, refletindo o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o cenário doméstico.
- Principais quedas nos contratos DI: janeiro de 2027 caiu de 14,045% para 13,91%; janeiro de 2028 de 13,485% para 13,265%; janeiro de 2029 de 13,335% para 13,16%; janeiro de 2031 de 13,43% para 13,31%.
Os contratos de juros futuros fecharam em forte queda na sexta-feira (17), com suporte na queda dos preços do petróleo no mercado internacional após a reabertura do Estreito de Ormuz. A recuperação de riscos geopolíticos reduzidos e a menor aversão a risco ajudaram a puxar as taxas para baixo.
A divulgação de que o petróleo recuou após a reabertura do corredor estratégico alimentou a visão de inflação mais branda no Brasil. Com isso, investidores passaram a precificar espaço maior para que o Banco Central prossiga com cortes na taxa Selic, refletindo um cenário de menor pressão inflacionária.
Dados de fechamento
Ao término dos negócios, o DI com vencimento em janeiro de 2027 caiu de 14,045% para 13,91%. O DI de janeiro de 2028 passou de 13,485% a 13,265%. O DI de janeiro de 2029 recuou de 13,335% para 13,16%, e o DI de janeiro de 2031 caiu de 13,43% para 13,31%.
A movimentação ocorreu em meio a um giro de demanda por ativos de renda fixa, que se beneficiou do ambiente de menor risco, principalmente para o mercado brasileiro, que havia sinalizado maior preocupação com a guerra no Oriente Médio. As curvas de juros reagiram ao menor prêmio de risco embutido nos preços.
Fontes de mercado destacaram que, com o petróleo em baixa, o diferencial entre cenários de inflação mais alta e mais baixa passou a favorecer uma trajetória de cortes graduais da política monetária, mantendo o viés de ajuste nos próximos meses.
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