- Grandes empresas globais, como Barclays, BlackRock, KKR, Morgan Stanley e UBS, estabeleceram presença no prédio Altimus, em Worli, Mumbai.
- O empreendimento de 41 andares oferece visão para o mar e a região se tornou um endereço de elite na cidade.
- Moradores de baixa renda de Worli tentam fechar acordos de realocação para conseguir moradias modernas, entregando o direito de demolir suas cabanas informais.
- O objetivo é obter apartamentos modestos ou modernos em meio a planos de construção de escritórios ou de condomínios de luxo.
- Mumbai, com cerca de 21 milhões de habitantes, tem quase um quarto da população vivendo em favelas, e o boom imobiliário intensifica a pressão de reassentamento.
A paisagem de Mumbai cresce a partir da expansão de negócios globais. O centro financeiro atrai empresas como Barclays, BlackRock, KKR, Morgan Stanley e UBS Group, que estabeleceram presença no edifício Altimus, de 41 andares, em Worli. O conjunto se tornou símbolo da evolução urbana da cidade.
Entre o arranha-vento e o mar, moradores de renda baixa enfrentam mudanças forçadas. Ramu Virmale e vizinhos da região aguardam propostas para substituir abrigos improvisados por imóveis comerciais ou residenciais de alto padrão. A moradia informal vira tema central numa cidade com quase 25% da população vivendo em favelas.
O contexto envolve uma migração de capital para Mumbai, impulsionada pela recente recuperação econômica. As negociações de reurbanização prometem ganhos para investidores, mas criam dúvidas sobre o direito à moradia de quem vive no entorno dos novos empreendimentos. A cidade ainda não tem resolução única para esse equilíbrio.
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