- Os preços do petróleo caíram quase 10% nesta sexta-feira: WTI fechou em US$ 82,59 por barril (-9,41%) e Brent em US$ 90,38 (-9,06%).
- A queda é associada aos avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que reduzem tensões no Oriente Médio.
- A reabertura do estreito de Ormuz, acompanhada pela trégua entre Israel e Líbano, foi vista como fator de alívio para o mercado.
- Ao longo da semana, o WTI teve queda de 14,5% e o Brent, 5,06%.
- Autoridades destacam riscos de inflação por energia: o Federal Reserve dos Estados Unidos citou possibilidade de pressões inflacionárias, e o FMI sinalizou aumento de inflação na América Latina decorrente dos conflitos.
Os preços do petróleo caíram quase 10% nesta sexta-feira, 17, com o WTI abaixo de US$ 90 o barril e o Brent em terreno negativo na sessão. A piora acompanha a intensificação de negociações entre EUA e Irã, que tem ajudado a reduzir tensões no Oriente Médio. A queda marca a segunda semana consecutiva de perdas para a commodity.
O WTI para maio, negociado na Nymex, fechou em US$ 82,59 por barril, queda de 9,41%. O Brent para junho recuou 9,06%, encerrando em US$ 90,38 no mercado de Londres. Ao longo da semana, o WTI acumula queda de 14,5% e o Brent, 5,06%.
Reabertura do estreito de Ormuz e trégua regional
As negociações entre Washington e Teerã contribuíram para a percepção de menor risco de escalada militar na região com a reabertura do estreito de Ormuz, rota estratégica de transporte de petróleo. A suspensão dos conflitos entre Israel e Líbano, acordada na quinta-feira, 16, também ajudou a atenuar tensions.
Perspectivas para o mercado e comentários oficiais
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a região, destacando que o bloqueio naval americano permanece até a finalização de um acordo definitivo. A menor incerteza relacionada à violência na área foi citada como fator para a queda dos prêmios de risco do petróleo.
Além disso, as autoridades e instituições internacionais acompanharam o efeito inflacionário. Mary Daly, presidente do Federal Reserve de São Francisco, alertou que custos de energia mais elevados podem pressionar a inflação, sem prejudicar o crescimento econômico nos EUA. O FMI também projetou que a guerra na região pode influenciar a inflação na América Latina.
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