- Monitor do PIB subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, apontando o quarto mês seguido de crescimento.
- Em relação a fevereiro do ano passado, o avanço foi de 0,3% e o acumulado em doze meses ficou em 2%.
- No trimestre encerrado em fevereiro, o consumo das famílias avançou 1,1%, com destaque para serviços e produtos não duráveis.
- A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 1,1% no trimestre, com contribuições negativas da construção e de máquinas e equipamentos.
- Exportações aumentaram 13,4% e as importações diminuíram 5,2% no período; há riscos inflacionários por causa da guerra no Irã, que pode impactar preços de petróleo e combustível.
O Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) aponta avanço de 0,6% do PIB brasileiro em fevereiro ante janeiro, marcando o quarto mês seguido de crescimento. Em relação a fevereiro do ano passado, houve alta de 0,3%, e o acumulado em 12 meses ficou em 2%.
Na comparação trimestral encerrada em fevereiro com o mesmo período de 2025, o PIB avançou 1,4%. O consumo das famílias contribuiu com 1,1 ponto percentual, puxado principalmente por serviços e itens não duráveis. A taxa de consumo manteve ritmo de alta desde o fim de 2024.
Desempenho por componentes
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou queda de 1,1% no trimestre, após recuo de 4% em janeiro ante o mesmo intervalo de 2024. Construção e máquinas e equipamentos foram destaques negativos, ainda que com menor intensidade que no começo do ano.
As exportações cresceram 13,4% no trimestre, enquanto as importações recuaram 5,2%. O quadro aponta saída de fatores que pressionavam a demanda interna, com efeitos ainda sensíveis a choques externos.
Perspectivas e fatores de risco
O documento ressalta que o desempenho de fevereiro reflete, em parte, efeitos anteriores a conflitos geopolíticos recentes. A inflação pode subir com a volatilidade de preços de petróleo e combustíveis diante de tensões internacionais. Essa conjuntura complica eventual flexibilização adicional da política monetária.
O economista responsável indica que, apesar dos resultados positivos, o impulso da economia brasileira não deve ser forte neste ano. A trajetória importa para entender os próximos passos da política econômica diante de cenários externos e internos.
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