- O petróleo caiu cerca de 10% após a reabertura do Estreito de Ormuz, com o Brent a US$ 89,03 por barril e o WTI a US$ 84,17 por barril.
- A queda acompanha a trégua no Oriente Médio e a liberação da passagem pela rota, temporariamente aberta durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano.
- O Irã anunciou a abertura total da passagem para embarcações comerciais pelo restante do cessar-fogo, que expira na quarta-feira (22).
- O rompimento da tensão gerou otimismo de que a principal rota de escoamento de petróleo pode se normalizar, pelo menos temporariamente.
- O anúncio ocorreu após a liberação da passagem, com o apoio do Irã, e gerou agradecimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O preço do petróleo caiu cerca de 10% nesta sexta-feira, 17, após a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem estratégica, que havia sido fechada, voltou a operar durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano. O movimento ocorreu conforme a trégua avançava e facilitou o escoamento de petróleo pela região.
A cotação do Brent, para entrega em junho, operava por volta de 10h10 (horário de Brasília) em US$ 89,03, queda de 10,42%. O WTI, para maio, caía 11,11%, a US$ 84,17 por barril. Os reajustes refletem a percepção de menor risco de interrupção do fluxo na região.
A transição ocorreu depois de o Irã anunciar a reabertura total da passagem para embarcações durante o período do cessar-fogo com os EUA. A liberação inclui todos os navios comerciais até a expiração do acordo, prevista para a próxima quarta-feira.
Cessar-fogo e impactos no Oriente Médio
O anúncio coincidiu com o esforço para reduzir tensões na região, envolvendo o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e o acordo entre Israel e Líbano. A implementação do cessar-fogo ainda enfrenta incertezas.
A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como um alívio temporário para o abastecimento global de energia, em meio a riscos de interrupções recentes no tráfego marítimo. Navios já começaram a circular com maior tranquilidade no corredor estratégico.
Perspectivas para o mercado
Analistas destacam que o cenário continua frágil, dependente da manutenção da trégua e de fatores regionais. O estreito permanece como rota crítica para petróleo de vários produtores do Oriente Médio.
O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, conectando-o ao oceano aberto. Qualquer nova tensão pode impactar o preço mundial do petróleo e a economia global, sobretudo durante períodos de conflito regional.
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