- Bilionário John Arnold alerta que apostas esportivas criam vício, principalmente entre homens e adolescentes, e defende salvaguardas como verificação de idade, limites de apostas e restrições de publicidade.
- A fundação de Arnold destinará pelo menos US$ 4 milhões neste ano para lidar com os impactos das apostas esportivas.
- Mercados de previsão ligados a eventos reais, como esportes, respondem por grande parte do volume negociado; estimativas indicam que o mercado de esportes pode chegar a US$ 1,1 trilhão por ano nos Estados, conforme Bank of America.
- Regulamentação: mercados de previsão são federais, já as apostas esportivas ficam sob leis estaduais; Arnold apoia proposta bipartidária para restringir contratos parecidos com apostas em entidades registradas na Comissão de Comércio de Valores (CFTC).
- Arnold critica a Robinhood por mesclar investimento e jogo; a plataforma diz oferecer opção de não ter acesso a contratos de eventos esportivos e separar contas para diferentes classes de ativos.
John Arnold, bilionário ex-trader de energia, alerta para riscos das apostas esportivas e mercados de previsão, em especial entre homens e adolescentes. Ele defende salvaguardas e regulação nos EUA, com foco em idade, limites e publicidade.
Arnold afirmou que as plataformas permitem apostas rápidas por meio de apps, com links diretos a contas bancárias, aumentando o potencial de vício. Em entrevista à Bloomberg News, ele citou uso frequente entre jovens.
O empresário não propõe proibição total, mas pede verificação de idade mais rigorosa, limites de apostas e restrições de publicidade. A fundação dele destina pelo menos US$ 4 milhões este ano para pesquisar o tema.
Os mercados de previsão ligados a eventos reais, como guerras e eleições, ganham espaço. Kalshi domina as bolsas nos EUA, e as apostas esportivas respondem por cerca de 80% do volume no mês anterior, segundo o Bank of America.
O banco estima que o mercado americano de contratos esportivos pode chegar a US$ 1,1 trilhão por ano, elevando o debate sobre a fronteira entre investimento e jogo. Executivos de grandes empresas também comentam o tema.
Rick Wurster, CEO da Charles Schwab, informou que a corretora analisa mercados de previsão, mas evitará apostas esportivas por serem incompatíveis com a missão da empresa e potenciais danos aos usuários.
A Cboe Global Markets planeja lançar sua plataforma de mercados de previsão, mas evitará produtos esportivos por clareza regulatória. Os mercados de previsão são regidos pela SEC, com regulamentação federal, abertos a todos, inclusive menores de 21 anos.
Arnold elogiou uma proposta bipartidária recente, apresentada por senadores que buscam impedir entidades registradas na CFTC de listar contratos parecidos com apostas esportivas ou jogos de cassino. A ideia visa aumentar a fiscalização.
O ex-trader disse que a legalização ocorreu após decisão da Suprema Corte em 2018, motivada por receita fiscal. Legisladores passaram a considerar consequências, disse ele, citando impactos sociais e financeiros.
A preocupação do bilionário ganhou continuidade após relatos sobre o acesso de adolescentes a plataformas de investimento e apostas. Arnold afirmou que não permitiu que seu filho abrisse conta nessas plataformas.
A Robinhood foi citada por Arnold, que criticou a linha entre investimento e jogo. A empresa afirmou que novos clientes são questionados sobre interesse em mercados de previsão e que há contas separadas para ativos diferentes.
Segundo Arnold, as apostas contínuas em segundos e recursos como parlay estimulam o engajamento. A fundação dele já destinou US$ 2 milhões para o American Institute for Boys and Men, para políticas sobre apostas esportivas, e planeja mais US$ 2 milhões para estudos no tema.
O foco é um movimento voltado a meninos e jovens do sexo masculino, com ações anteriores de apoio a programas de educação e reforma do sistema de justiça. O objetivo é ampliar a compreensão dos impactos econômicos e sociais das apostas esportivas.
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