- FlyMedia é uma empresa de mídia AI-native que cria influenciadores digitais por meio de IA, buscando a “Disney do futuro” de criadores sintéticos.
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- A empresa recebeu investimento de R$ 20 milhões, liderado pela OneVC, para acelerar a expansão e consolidar uma comunidade em torno de dois IPs: Foka Fofoca e Zuka.
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- Foka Fofoca é uma influenciadora animal que comenta temas do X; atingiu 60 mil seguidores no Instagram em pouco tempo. Zuka é uma bola de futebol falante que alcançou 500 mil seguidores em 40 dias, com participação em Fortnite sem mídia paga.
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- A FlyMedia enfatiza tempo de tela assistido e longo—usando conteúdo curto como funil para conteúdos mais longos—e planeja ampliar a equipe de tecnologia, negócio e marketing em 75% no próximo ano; cada IP tem um gerente dedicado.
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- A empresa se insere em uma tendência global de influenciadores sintéticos, defendendo que esses personagens reduzem riscos reputacionais e elevam eficiência de produção, mas também enfrentam debates sobre ética e impactos na sociedade, incluindo padrões de beleza e comparação social.
A FlyMedia, empresa de mídia AI-native, planeja transformar a creator economy com influenciadores digitais criados por IA. Após receber R$ 20 milhões, liderados pela OneVC, a startup acelera a expansão e já constrói uma comunidade em torno de dois IPs: Foka Fofoca e Zuka. Os personagens são desenvolvidos desde a personalidade até a geração de conteúdo em tempo real.
O objetivo é criar uma espécie de Disney da IA, com conteúdos que funcionem como propriedades intelectuais globais. Victor Trindade, CEO e cofundador, afirma que a marca prioriza tempo de atenção em vez de apenas views, conectando conteúdos curtos a vídeos mais longos como funil.
Foca Fofoca é uma animal influenciadora que comenta conteúdos do X, antigo Twitter. Em menos de uma semana de operação, atingiu 60 mil seguidores no Instagram. Zuka é uma bola de futebol falante que chegou a 500 mil seguidores em 40 dias, sem mídia paga ou ações em canais próprios.
A popularidade de Zuka ocorreu graças à mobilização de uma comunidade de fãs, que levou o personagem a ter um mapa no Fortnite e ampliações para além das redes. O crescimento também é medido pela conexão com o público fora das telas, incluindo atividades como licenciamento e materiais escolares.
Transformação da economia de criadores
A ideia de usar personagens digitais não é nova, mas ganha novas dimensões com IA e redes sociais. Modelos de marcas já exploram avatares há décadas, como Lu do Magalu, que soma mais de 20 milhões de seguidores e participa de eventos e campanhas.
A FlyMedia busca diferenciar-se ao evitar que os IPs sejam interpretados como pessoas reais. Trindade diz que a empresa quer replicar o DNA das grandes franquias, sem riscos reputacionais, mantendo a ficção clara para o público. A equipe atual é de cerca de 20 pessoas, com planos de ampliar em 75% no próximo ano.
Para marcas, a proposta é reduzir custos de produção e manter prazos curtos. Segundo o executivo, é possível gerar até 100 criativos por IA para uma campanha, frente a um teto de 10 conteúdos por um influenciador humano.
Uma tendência mundial, não apenas brasileira, é a adoção de influenciadores sintéticos por grandes marcas de moda, beleza e tecnologia. A FlyMedia enfatiza que seus personagens são criados para evitar a percepção de seres humanos replicados, promovendo identificação com ficção.
Desafios éticos e impactos sociais
A equipe analisa impactos como a expectativa de perfeição promovida pelas plataformas. Pesquisas, como a da Stanford, apontam que conteúdos altamente editados podem intensificar a comparação social entre jovens. A Geração Z é citada como a geração performática, buscando conteúdo instagramável para quase tudo.
Especialistas também discutem riscos de padrões de gênero e comportamentos inadequados associados a modelos artificiais. A FlyMedia afirma que a tecnologia pode ampliar oportunidades para quem não tem acesso a recursos, mas exige reflexão sobre responsabilidade ética e impacto cultural.
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