- O índice IFIX atingiu 3.930 pontos, recorde histórico, no pregão de sexta-feira (17).
- Em doze meses, a alta chega a 18%, com expectativa de continuidade caso a Selic siga caindo; projeção indica Selic em 12,5% ao fim de 2026.
- O Copom realizou o primeiro corte na taxa Selic em março, de 15% para 14,75% ao ano.
- Os FIIs costumam distribuir ao menos 95% dos lucros aos cotistas, em regime de caixa, com rendimentos geralmente pagos mensalmente; há isenção de IR para pessoas físicas, desde que cumpram regras específicas.
- Existem dois perfis de fundos: tijolo (imóveis físicos) e papel (títulos ligados ao setor imobiliário, como CRIs); o risco e a seleção dependem da carteira, e o indicador P/VP ajuda a avaliar o desconto da cota em relação ao patrimônio.
O IFIX, principal índice de fundos imobiliários na B3, atingiu 3.930 pontos na sessão de sexta-feira, renovando seu recorde histórico. O movimento ocorre mesmo com juros elevados no curto prazo, apoiado pela expectativa de queda da Selic.
Em 12 meses, o ganho do índice chega a 18%. Analistas dizem que a recuperação pode continuar se a Selic recuar, com a primeira redução já ocorrida em março, de 15% para 14,75% ao ano. A projeção é de terminar 2026 em 12,5%.
Os FIIs funcionam como investimento indireto em imóveis, com cotas negociadas na bolsa. A renda vem de aluguéis ou de títulos, oferecendo liquidez maior do que a de imóveis físicos e entry fee menor.
Para Julya Wellisch, da Anbima, a democratização do acesso é uma das vantagens, abrindo investimentos em shopping, galpões e lajes com menor capital mínimo. Analistas do Itaú BBA reforçam a redução de barreiras, além da gestão profissional.
Entre os atrativos está a distribuição de rendimentos. Por lei, FIIs devem distribuir pelo menos 95% do lucro por caixa semestralmente, mas muitos pagam mensalmente, atraindo quem busca renda recorrente.
Os FIIs também seguem regras de isenção de IR para pessoas físicas, desde que cumpram critérios como 50 cotistas e negociação na bolsa. O ganho com venda de cotas é tributado em 20%.
A diferença entre fundos de tijolo e de papel é crucial. Tijolo investe em imóveis, enquanto papel aplica em CRIs, com perfis de risco distintos conforme crédito e garantias. A escolha depende do perfil do investidor.
A Selic influencia as dinâmicas: fundos de papel tendem a se beneficiar de juros altos, com títulos atrelados ao CDI; já os de tijolo ganham fôlego com queda de juros, pela melhoria de preço dos ativos.
Para 2026, especialistas esperam recuperação contínua, ainda que moderada. Parte do movimento já pode estar precificado, segundo analistas, que ressaltam que a decisão de investimento deve considerar a qualidade da carteira.
> Subtítulo: Perspectiva de juros e riscos
A orientação é observar o P/VP, que avalia o desconto entre preço de cota e valor patrimonial. Descontos podem indicar maior risco de vacância ou de mercado, não garantia de oportunidade.
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