- No Brasil, no ano passado havia cerca de 80 milhões de domicílios, alta de quase 19% em relação a 2016, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- O aluguel de imóveis cresceu mais de cinquenta por cento nesse período.
- Boa parte dos aluguéis é ocupada por jovens morando sozinhos em grandes cidades.
- Um exemplo é Julia Santelli, 23 anos, que saiu do Rio de Janeiro para morar em São Paulo a trabalho no setor de marketing.
- Ela afirma que o aluguel oferece flexibilidade e mobilidade para mudar de empresa ou cidade, ajudando na independência, com a frase: “Agora eu estou indo pro mundo”.
O aluguel de imóveis no Brasil cresceu mais de 50% nos últimos dez anos, puxado pela demanda de moradia de jovens que buscam independência. A transformação ocorre em meio a mudanças no mercado de trabalho e nas cidades grandes.
Dados do IBGE mostram que o país tinha cerca de 80 milhões de domicílios no ano passado, aumento de quase 19% desde 2016. Nesse período, o aluguel teve alta superior à média, refletindo a mudança de perfil de ocupação dos espaços urbanos.
Entre os jovens, boa parte mora sozinha em grandes cidades, movimento impulsionado pela busca de autonomia. Um exemplo é Julia Santelli, de 23 anos, que deixou o Rio de Janeiro e se mudou para São Paulo após receber uma oferta de trabalho. Ela vê no aluguel a flexibilidade necessária para mudanças de empresa ou cidade.
Especialistas apontam que alugar é visto como caminho mais viável de entrada no mercado, permitindo desenvolver independência e reorganizar trajetórias profissionais. A tendência se associa ao desejo de explorar oportunidades sem depender de laços familiares.
Caminho para a independência
Para jovens em início de carreira, a mobilidade facilita aceitar novas propostas e enfrentar o mercado, mesmo em contextos de alta demanda por moradia. O aluguel, nesse cenário, funciona como ponte entre estudo, estágio e atuação profissional estável.
Desdobramentos no mercado urbano
A crescente participação de jovens em moradias alugadas impacta o mix de oferta, tarifas e planejamento urbano. Organizações acompanham a mudança e avaliam efeitos sobre deslocamentos, consumo e redes de apoio das cidades.
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