- Quase 70% das famílias brasileiras convivem com algum tipo de dívida, segundo Datafolha.
- Entre os endividados, 41% recorreram a empréstimos entre amigos ou familiares que não foram quitados.
- Cartão de crédito lidera os atrasos (29%), seguido de empréstimos bancários (26%) e carnês de lojas (25%).
- 27% utilizam o crédito rotativo do cartão, com juros que ajudam a aumentar as dívidas.
- O endividamento impacta o orçamento: 45% enfrentam forte pressão financeira; cortes incluem lazer (64%), refeições fora (60%) e compras mais baratas (60%), além de redução na compra de alimentos (52%) e atraso de contas (40%).
O endividamento atinge quase 70% das famílias brasileiras, aponta Datafolha em levantamento divulgado no sábado (18/4). A pesquisa mostra dívidas em diferentes formatos de crédito e também em compromissos informais entre amigos e familiares, dos quais 41% não foram quitados.
Entre os endividados, o pagamento em dia encontra dificuldades. O cartão de crédito lidera a inadimplência, com 29% relatando atrasos, seguido de empréstimos bancários (26%) e carnês de lojas (25%).
27% dos entrevistados utilizam o crédito rotativo, pago quando se faz apenas o mínimo da fatura. Juros elevados contribuem para o aumento do endividamento.
Situação financeira e impactos
A pesquisa registra ainda atraso em contas de serviços, com 28% mencionando esse tipo de pendência. Entre os itens citados, telefonia/internet aparecem em 12%, IPTU/IPVA 12%, energia 11% e água 9%.
O impacto no orçamento é expressivo: 45% dos brasileiros vivem sob forte pressão financeira, com 27% em condição “apertada” e 18% em nível mais grave. Outros 36% enfrentam dificuldades moderadas, 19% possuem menor restrição.
Para lidar com o cenário, houve redução de gastos. O lazer foi o item mais cortado, citado por 64% dos entrevistados, seguido de refeições fora de casa (60%) e compra de produtos mais baratos (60%).
A contenção também atinge o consumo básico: 52% reduziram a compra de alimentos, 50% cortaram água, luz e gás. Além disso, 40% deixaram contas vencer e 38% interromperam pagamentos de dívidas ou compras de medicamentos.
A percepção de temor financeiro aparece como uma das principais preocupações. O estudo aponta que 37% mencionam renda insuficiente, endividamento e custo de vida como principais problemas atuais.
O estudo ouviu 2.002 pessoas em todas as regiões entre 8 e 9 de abril de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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