- O regulador de comércio da África do Sul disse que o principal caminho para salvar a indústria siderúrgica é aumentar a demanda, não focar em controles de exportação.
- A ArcelorMittal South Africa encerrou no ano passado uma usina siderúrgica, citando a concorrência de mini-mills que usam sucata como matéria-prima.
- A empresa, que ainda opera a maior usina de aço da África ao sul de Joanesburgo, pede o fim de uma taxação de 20% sobre a exportação de sucata, argumentando que eleva o custo para concorrentes.
- Os mini-mills operam com sucata em vez de minério de ferro, contribuindo para a competição no setor.
O órgão regulador de comércio da África do Sul afirmou que a recuperação do setor siderúrgico precisa de aumento na demanda, não de instrumentos de controle de exportação. A posição ressalta foco em Mercado, não em guerra comercial.
A ArcelorMittal South Africa, responsável pela maior planta de aço do continente ao sul de Joanesburgo, teve o fechamento de uma usina no ano passado, citando concorrência das chamadas mini-mpillows que utilizam sucata como matéria-prima. A companhia alega dificuldades geradas pela competição.
A empresa ainda opera a maior siderúrgia do país, e vem pressionando o governo a eliminar a taxação de exportação de sucata, de 20%. A ArcelorMittal afirma que a taxa eleva o custo para seus concorrentes que dependem desse insumo.
Regulação e demanda
Segundo o regulador, medidas de estímulo à demanda interna e externa podem reduzir a pressão competitiva entre grandes operações e mini-mills. O debate ocorre em meio a tensões entre produtores tradicionais e pequenas usinas que utilizam sucata.
Além disso, analistas destacam que a recuperação do setor depende de investimentos em eficiência, cadeia de suprimentos e demanda de aço para setores industriais, construção civil e infraestrutura, com efeito direto na competitividade.
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