- O Banco da Amazônia quer diversificar a receita até 2026, reduzindo a dependência da carteira de crédito de 85% para cerca de 55% e aumentando participação de seguros, capitalização, adquirência e cartões.
- A base atual é de aproximadamente 1,2 milhão de clientes; será lançado um superapp no primeiro semestre para abertura de contas digitais, com a meta de ganhar um milhão de novos correntistas em 12 meses.
- A área de seguros deve crescer para representar cerca de 20% da receita, ante 5% hoje, com foco em seguros de vida, empresarial e para funcionários.
- 2025 teve lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, queda de 2,4% em relação ao ano anterior, devido ao aumento da inadimplência para 4,7%; o crédito total alcançou R$ 66,8 bilhões, com alta de 20,4%.
- O patrimônio líquido fechou em R$ 7,2 bilhões (+9,7%), ROAE de 16,2%; Pronaf cresceu 100% em 2025; ações na B3 subiram 9,65% em 2026, e o banco tem 124 agências na Amazônia Legal.
O Banco da Amazônia, instituição controlada pelo governo federal, traça um plano para diversificar receita até 2026, reduzindo a dependência da carteira de crédito de 85% para cerca de 55%. A estratégia prioriza seguros, capitalização, adquirência e cartões de crédito, mantendo o foco no cliente existente.
A instituição, com aproximadamente 1,2 milhão de clientes, quer ampliar serviços sem concorrer diretamente com grandes bancos. O CEO Luiz Lessa afirma que seguros podem responder por até 20% da receita, ante 5% hoje, e que o banco não pretende disputar o “mar aberto” com os líderes de varejo.
No fim de 2025, o banco registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, queda de 2,4% frente a 2024, devido ao aumento da inadimplência para 4,7%. O patrimônio líquido subiu 9,7%, e despesas cresceram por investimentos na transformação digital.
Braço digital em curso
No primeiro semestre, o banco lançará um superapp com abertura de contas digitais, visando um milhão de novos clientes nos 12 meses seguintes. A medida busca ampliar o volume de correntistas mesmo para quem está fora da base de agências.
Segundo Lessa, o aplicativo complementa a expansão de produtos e pode tornar o banco mais nacional. O executivo afirma que o investimento na transformação digital somou cerca de R$ 800 milhões no último ano.
A atuação digital permitirá vender cartões de crédito e abrir contas para clientes em qualquer estado do Brasil, independentemente da localização geográfica. O banco planeja integrar diversas plataformas ao aplicativo.
Além da frente digital, a instituição planeja crescer geograficamente por meio de tecnologia, mantendo 124 agências na Amazônia Legal (núcleos nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão).
Diversificação de produtos e resultados
A área de crédito permaneceu dominante, com volume de R$ 66,8 bilhões em 2025, alta de 20,4% frente a 2024, impulsionada por clientes pessoas jurídicas e pela atuação na Região Norte. O banco aposta em ampliar crédito com foco em pequenas e médias empresas.
O patrimônio líquido fechou 2025 em R$ 7,2 bilhões, com ROAE de 16,2%. No âmbito de fomento, o Pronaf cresceu 100% em 2025, totalizando 2,7 bilhões em contratações, com microcrédito aumentando 142%.
As ações da instituição na B3 acumularam valorização de 9,65% em 2026, e o banco mantém valor de mercado de cerca de R$ 4,8 bilhões. O plano de diversificação reforça o objetivo de ampliar serviços sem reduzir o volume do crédito.
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