- O BNDES captou no valor de R$ 4,1 bilhões na Alemanha para o Fundo Clima e outros projetos verdes no Brasil, em negociação na Hannover Messe.
- Desse total, R$ 3 bilhões vão para o Fundo Clima e R$ 1,1 bilhão para projetos de mobilidade, com aporte de bancos e instituições europeias.
- O acordo envolve o banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), a Agencia Francesa de Desenvolvimento (AFD), a Cassa Depositi e Prestiti (CDP) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
- O orçamento do Fundo Clima para 2026 é de R$ 27 bilhões; a iniciativa visa reduzir emissões, ampliar a adaptação às mudanças climáticas e fomentar a transição ecológica.
- A assinatura dos acordos é apresentada como demonstração de cooperação entre Brasil e Alemanha, destacando o papel do BNDES na parceria para projetos verdes.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou 4,1 bilhões de reais (700 milhões de euros) com instituições alemãs e europeias para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e para projetos verdes no Brasil. A operação ocorreu à margem da Hannover Messe, casa de negócios e tecnologia, em Hanôver, na Alemanha. O acordo envolve o banco de fomento alemão KfW, AFD, CDP e o BID, buscando ampliar recursos para ações de mitigação e adaptação climática no país.
O aporte foi dividido em duas partes: 3 bilhões de reais destinados ao Fundo Clima e 1,1 bilhão para iniciativas de mobilidade. O Fundo Clima é gerido pelo BNDES e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, com foco em energias renováveis, reflorestamento, transporte sustentável e economia de baixo carbono. O orçamento para 2026 do fundo alcança 27 bilhões de reais.
A comitiva presidencial liderada pelo presidente Lula participou da assinatura das declarações, reforçando compromisso com a cooperação com a Alemanha para a transição ecológica. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel da parceria na promoção de desenvolvimento inclusivo. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou o crescimento dos aportes anuais desde 2009, com metas para ampliar investimentos em tecnologia, bioeconomia, transição energética e economia circular.
Detalhes do acordo
Mercadante enfatizou a importância de aportes estrangeiros para ampliar o alcance do Fundo Clima, ressaltando a atuação do BNDES como facilitador de cooperação internacional na transição ecológica.
Capobianco informou que o aporte alemão, superior aos patamares anteriores, consolida a credibilidade dos investimentos do Brasil no Plano de Transformação Ecológica, com foco na adaptação às mudanças climáticas e no estímulo a projetos de infraestrutura resiliente.
O acordo também sinaliza a continuidade de uma parceria histórica entre Brasil e Alemanha, com atuação de instituições multilaterais para ampliar a capacidade de financiamento de ações climáticas, desde 2009. O objetivo é ampliar o financiamento de projetos de baixo carbono e de inovação tecnológica.
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