- Lula afirmou que o Brasil pode se tornar uma “Arábia Saudita do biocombustível”, com base na história de produção de etanol e biodiesel no país.
- Em Hannover, o presidente mostrou um teste com combustível renovável brasileiro em caminhão alemão, que reduziu emissões de CO₂ em até 90% no trajeto, segundo a métrica “da roda ao eixo”.
- O chanceler alemão Friedrich Merz reforçou que biodiesel e etanol podem fazer parte da transição energética e que não se deve descartar tecnologias relevantes para os próximos 20 a 30 anos.
- Lula destacou que o Brasil já mistura 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel, e que há caminhões que rodam com 100% biodiesel. A meta é ampliar o uso sem pressionar áreas de produção de alimentos.
- A visita também discutiu melhoria da relação Brasil–Alemanha, comércio bilateral de US$ 21 bilhões no ano anterior e investimentos alemães no Brasil acima de US$ 40 bilhões, além de defesa de acordos em áreas como bioeconomia e tecnologia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em Hannover, Alemanha, que o Brasil pode se tornar a referência mundial em combustíveis renováveis, como alternativa aos fósseis, durante a coletiva de imprensa após a Feira Industrial de Hannover 2026.
Lula destacou o histórico do país, que iniciou com o Pró-Álcool na década de 1970 e avançou com biodiesel no início do século XXI, visando a soberania e a liderança global na oferta de biocombustíveis.
O presidente mencionou um teste realizado na cidade, envolvendo um caminhão alemão com combustível renovável brasileiro, que mostrou redução de até 90% nas emissões de CO₂ segundo o método de análise da roda ao eixo.
Segundo o testemunho do especialista alemão que conduziu a avaliação, o resultado evidenciou menor emissão de CO₂ em relação ao combustível fóssil, comprovando a eficiência dos biocombustíveis brasileiros.
O chanceler alemão Friedrich Merz participou da coletiva e reforçou a importância dos biocombustíveis na transição energética, afirmando que biodiesel e etanol podem ser usados no dia a dia e que a descarbonização não depende apenas de veículos elétricos.
Lula enfatizou que o Brasil já mistura 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel, além de possuir caminhões que rodam com 100% biodiesel, reforçando o papel do país na transição energética global.
O presidente informou que cerca de 89% da matriz elétrica brasileira é renovável, cifra muito acima da meta de 40% da União Europeia até 2050, e afirmou que 53% do consumo total de energia vem de fontes renováveis, em avaliação de 2025.
Além disso, Lula afirmou que não há conflito entre biocombustíveis e produção de alimentos, apontando 40 milhões de hectares de terras degradadas disponíveis para reconversão produtiva sem pressionar áreas agrícolas ou florestais.
Panorama institucional e acordos
A agenda também incluiu defesa da conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia, com foco em 1º de maio como expectativa de entrada em vigor, além de acordos bilaterais em defesa, IA, tecnologias quânticas, infraestrutura e bioeconomia.
O fluxo comercial entre Brasil e Alemanha atingiu US$ 21 bilhões no ano anterior, enquanto o estoque de investimentos alemães no Brasil superou US$ 40 bilhões, conforme dados citados pela comitiva.
Entre na conversa da comunidade