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CEO da Siemens diz que regras de IA da UE podem frear investimentos

O CEO da Siemens, Roland Busch, afirma que regras de IA da UE podem deslocar investimentos para EUA e China se não houver flexibilização regulatória

Busch observa uma exposição na feira Hannover Messe 2026 no domingo (19)
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  • A Siemens afirmou que priorizará investimentos em inteligência artificial nos Estados Unidos e na China se a União Europeia não adaptar suas regulamentações, com 1 bilhão de euros destinados à IA industrial.
  • O principal volume do investimento deve ir para os EUA por causa da carga regulatória na Europa, disse o CEO Roland Busch.
  • Busch critica a Lei de IA e a Lei de Dados da UE por tratar dados industriais como dados pessoais, saying que é um erro e limita investimentos.
  • A Comissão Europeia já apresentou planos para reduzir regras, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu simplificação das normas de IA para facilitar aplicações industriais.
  • A Siemens lançou o Eigen Engineering Agent, sistema de IA comercial para automação industrial, com potencial de aumentar produtividade em até cinquenta por cento.

A Siemens informou que pode redirecionar investimentos em inteligência artificial caso a União Europeia não flexibilize suas regras regulatórias. O CEO Roland Busch afirmou que, diante da carga regulatória europeia, grande parte do aporte de 1 bilhão de euros previsto para IA industrial tende a ir para os EUA e para a China.

Busch criticou a aplicação da Lei de IA e da Lei de Dados da UE, dizendo que tratam dados industriais como se fossem dados pessoais, o que aumenta a supervisão em setores já regulados. Em Hanover, o executivo disse que não há justificativa para investir em um ambiente com restrições tão severas.

Críticos apontam que as regras europeias, consideradas complexas, podem colocar a Europa atrás de concorrentes globais em tecnologia. Há ainda obrigações para fabricantes de equipamentos de engenharia cumprirem a Regulamentação de Máquinas da UE, incluindo avaliação de riscos de sistemas autônomos.

Investimentos e ajustes regulatórios

A Comissão Europeia apresentou, em novembro, planos para reduzir parte da carga regulatória para ajudar empresas locais, incluindo adiamento de regras para sistemas de IA de alto risco e flexibilização de proteção de dados. No entanto, Busch argumenta que os ajustes propostos são insuficientes para aliviar o fardo regulatório.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, também pediu simplificação das regras de IA na UE. Em Hannover, afirmou que o governo pressionará pela retirada da IA industrial da atual estrutura regulatória excessivamente restritiva. Merz ressaltou que o horizonte regulatório de Bruxelas não acompanhou o avanço técnico.

Perfil da Siemens e avanços em IA

Fundada há mais de 175 anos, a Siemens, sediada em Munique, ampliou sua atuação para controles de fábrica, software e automação. A empresa é a mais valiosa da bolsa alemã, com capitalização de mercado em torno de 194 bilhões de euros.

Nesta segunda-feira, a Siemens apresentou o Eigen Engineering Agent, um sistema de IA comercial que atua de forma autônoma na automação industrial. A ferramenta pode gerar códigos, definir configurações e verificar resultados, com potencial de aumentar a produtividade em até 50%.

Software como eixo estratégico

A empresa tem ampliado o foco em software, após aquisição da UGS em 2007. Hoje, o software responde por mais de um terço da receita da unidade Digital Industries, ainda que não seja registrado como unidade separada. Busch sinalizou que a estrutura permanecerá inalterada neste ano fiscal, com maior transparência sobre métricas de software.

Além de IA, a Siemens continua buscando aquisições de hardware e software para fortalecer suas ofertas. O executivo afirmou que o interesse inclui aplicações de processamento de dados, simulações e software operacional, alinhando-se ao objetivo de expandir capacidades digitais.

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