- Governo Lula recebeu distribuidoras em Brasília para discutir a subvenção de combustíveis, mas a reunião terminou sem definição.
- Há otimismo de que, após alinhavar as demandas, seja possível implementar a medida para reduzir o preço dos combustíveis, mantendo o diálogo com o setor.
- Empresas avaliam aderir à subvenção econômica para importação de diesel e GLP; Vibra já entrou no programa, entre as grandes empresas.
- Setor teme divulgar margens de lucro, condicionante associada à adesão; governo busca evitar judicialização.
- Pontos em aberto incluem prazo de abrangência do programa, adiamento de 15 dias no envio dos dados das margens e ajustes no artigo 11 do decreto para evitar vínculos entre elos da cadeia.
O governo federal recebeu nesta segunda-feira, 20, distribuidoras para debater a subvenção de combustíveis. A reunião, em Brasília, terminou sem definição sobre o tema, segundo apuração do Estadão/Broadcast. Houve otimismo de que as demandas serão alinhadas para viabilizar o desconto no preço.
As empresas avaliam aderir à subvenção econômica para importação de diesel e GLP. O decreto que institui a medida foi publicado na semana passada, mas as distribuidoras ainda resistem ao programa. O encontro foi considerado produtivo pelos representantes do setor.
O encontro ocorreu às 17h, com a participação do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e coordenação do Ministério de Minas e Energia. O objetivo é reduzir o impacto da alta do petróleo na economia e evitar judicialização.
Entre as preocupações, as distribuidoras temem a obrigação de tornar públicas as margens. A Vibra já informou que aderiu ao programa entre as grandes companhias. Outros players avaliam prós e contras antes de confirmar.
Segundo fontes, o setor solicitou ajustes no alcance do programa, incluindo a mudança da data de entrada para 1º de abril, em função do leilão de GLP da Petrobras. Também houve pedido de adiamento de 15 dias para envio dos dados de margens.
Outro ponto a ser revista é o artigo 11 do decreto, para evitar vínculos que comprometam garantias entre elos da cadeia. A ideia é evitar riscos jurídicos ligados à divisão dos ganhos com a subvenção.
Não houve acordo sobre a realização de nova reunião nem prazo para as demandas. Mantém-se o compromisso de diálogo permanente entre governo e setor privado para avançar na implantação da subvenção.
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