Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mercado de carbono é instrumento para indústria competitiva, afirma Fazenda

Guerra no Oriente Médio eleva segurança energética e competitividade; Cristina Reis diz que mercado de carbono pode gerar até R$ 80 bilhões ao governo até 2040

Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono: “Essa guerra não é nossa e trouxe desequilíbrios internacionais nas cadeias de valor” — Foto: Daniel Fagundes/Valor
0:00
Carregando...
0:00
  • A secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirmou que a guerra no Oriente Médio evidenciou a importância da segurança energética e da competitividade industrial.
  • Ela disse, em entrevista ao Valor, que a descarbonização é positiva para esses objetivos e que o mercado de carbono é um instrumento relevante.
  • Cristina Reis prevê que o sistema regulado de carbono pode gerar até R$ 80 bilhões ao governo até 2040.
  • A entrevista destaca que os desequilíbrios nas cadeias de valor internacionais são uma consequência da situação no Oriente Médio e reforçam a necessidade de estratégias nessa área.

A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, afirma que o mercado regulado de carbono pode fortalecer a competitividade da indústria brasileira. Em entrevista ao Valor, ela destacou que a descarbonização é caminho positivo para segurança energética e alimentar global, bem como para a atuação industrial no país.

Segundo Reis, o sistema regulado tende a gerar receitas para o governo até 2040, com estimativas na casa de até 80 bilhões de reais. A leitura é de que a instrumentação do carbono deve se tornar uma ferramenta fiscal e regulatória relevante para o planejamento econômico. A justificativa envolve ganhos em eficiência e inovação tecnológica.

A analista ressalta ainda que o contexto recente de conflitos geopolíticos trouxe desequilíbrios nas cadeias de valor internacionais, reforçando a necessidade de cadeias mais seguras e competitivas. A autora do relatório executivo do Ministério da Fazenda sustenta que o mercado de carbono responde a esses desafios com incentivos à redução de emissões.

Previsões e impactos

A perspectiva é de que o regime de carbono regulado promova transformações no setor produtivo, estimulando investimentos em tecnologias limpas. A expectativa é de que a arrecadação varie conforme metas de redução de emissões e adesão de setores industriais. O objetivo é manter a substituição de combustíveis fósseis por alternativas de menor impacto ambiental.

Ainda conforme a autoridade, a evolução do mercado depende de aprovação de regulamentos, mecanismos de monitoramento e de integração com o comércio internacional de carbono. O foco é consolidar o Brasil como referência em políticas de descarbonização sem prejudicar a competitividade industrial.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais