- A Braskem informou que a Novonor e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da empresa ao fundo Shine I, gerido pela Vórtex Capital e assessorado pela IG4.
- O acordo regula a alienação de aproximadamente 50,1% das ações ordinárias e de cerca de 34,3% do capital social total da Braskem, com a NSP mantendo participação de 4% do capital total, sem direitos de governança além dos previstos em lei.
- Após a conclusão, a governança será equilibrada entre Shine I e a Petrobras, que detém atualmente 47% do capital votante e 36,1% do capital total.
- O comprador pretende, em conjunto com a Petrobras, conduzir a reestruturação financeira e operacional da Braskem para voltar a gerar valor aos acionistas e ao país.
- Será apresentado, na maior brevidade possível, um pedido de registro de oferta pública para aquisição de todas as ações em circulação da Braskem, sujeito às aprovações regulatórias e judiciais cabíveis.
A Braskem informou nesta segunda-feira (20) que a Novonor e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao Shine I, fundo gerido pela Vórtex Capital e assessorado pela IG4. O acordo envolve a alienação de ações que representam cerca de 50,1% do capital social ordinário da Braskem e 34,3% do total.
A NSP permanecerá com uma participação do 4% do capital total, sem direitos de governança além dos previstos em lei. As ações negociadas são ordinárias e preferenciais classe A da Braskem, correspondentes às respectivas parcelas do capital social.
As ações da Braskem chegaram a subir mais de 5% nos primeiros negócios de hoje, com alta de cerca de 3,39% aos 9,15 reais por título por volta das 10h15. O Ibovespa operava em alta modesta, em torno de 0,18%.
Após o fechamento da operação, entra em vigor um novo acordo de acionistas, elevando o equilíbrio de governança entre Shine I e a Petrobras, que hoje detém 47% do capital votante e 36,1% do capital total da Braskem. O objetivo declarado é reestruturar financeiramente a empresa.
O Shine I afirmou, em correspondência à Braskem, que, com o suporte da IG4, recrutou profissionais experientes para cargos de administração, com foco em reestruturação em setores como logística e saneamento. A empresa ressaltou a intenção de gerar valor aos acionistas e ao país.
O negócio decorre do acordo anunciado em dezembro, que envolveu a IG4 adquirindo aproximadamente R$ 20 bilhões em dívidas da Novonor, detidas pelos grandes bancos nacionais e garantidas por ações da Braskem. O movimento depende de aprovações judiciais e antitrustes.
Será solicitado registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações em circulação da Braskem na maior brevidade possível. As ações serão trocadas por debêntures vinculadas à NSP Investimentos, conforme detalhado no acordo.
A Petrobras informou que está avaliando os termos para decidir sobre o não exercício de direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas. A decisão final dependerá das avaliações regulatórias e estratégicas internas.
Governança e próximos passos
O entendimento entre Shine I e Petrobras visa estruturar a gestão da Braskem, com foco na continuidade operacional e na retomada de valor aos acionistas. A conclusão depende de autorizações judiciais e aprovações regulatórias.
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