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Scala aposta em cidade de data centers para atrair IA no Brasil

Scala aposta em cidade de data centers em Porto Alegre para IA; primeira fase começa no fim deste ano, com investimento de US$ 500 milhões, visando hyperscaler

Luciano Fialho, da Scala Data Centers | 'É uma grande oportunidade para o país se posicionar e atrair bilhões em investimentos' (Foto: Maira Erlich/Bloomberg)
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  • A primeira fase da Scala AI City deve começar no fim deste ano, na região de Porto Alegre.
  • O custo da primeira etapa fica em US$ 500 milhões em infraestrutura, com um hyperscaler investindo em equipamentos de IA.
  • A Scala procura um hyperscaler americano ou chinês para usar as instalações com servidores de IA e chips de alto desempenho.
  • A empresa obteve aprovação para conexão de energia de até 5 gigawatts, fortalecendo a atratividade do projeto no Brasil.
  • Governos estaduais e municipais valorizam data centers para impulsionar a economia local e a inovação na região.

A Scala Data Centers anunciou o avanço de seu projeto Scala AI City na região de Porto Alegre. A primeira fase deve começar ainda neste ano, com foco em atrair investimentos em IA e hospedar servidores de alto desempenho.

A iniciativa é apoiada pela DigitalBridge e busca negociar com grandes empresas de tecnologia, tanto americanas quanto chinesas, para garantir um hyperscaler capaz de usar as instalações. O objetivo é ampliar a capacidade de IA no país.

A cidade de dados prevista visa oferecer infraestrutura suficiente para suportar operações de computação avançada, com foco em segurança de dados e separação de workloads entre provedores de nuvem.

Quando e onde: a fase inicial está programada para o final deste ano, na região de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde já houve aprovação para uma conexão de energia de até 5 gigawatts.

Essa potência equivale ao consumo de grandes centros urbanos como São Paulo ou Londres, segundo a empresa, e visa sustentar operações intensivas em IA. O projeto responde a demanda global por data centers de alta performance.

Por que agora: atores globais do setor avaliam o Brasil como polo estratégico pela disponibilidade de energia renovável, fibra óptica de alta velocidade e rede elétrica integrada, fortalecendo a atratividade do país para investimentos em data centers.

A Scala aponta que provedores de nuvem, tanto dos EUA quanto da China, poderiam utilizar instalações distintas dentro da Scala AI City sem comprometer a segurança dos dados, conforme as necessidades de cada parceiro.

Leandro Evaldt, secretário de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, afirmou que o projeto deve impulsionar a economia local e consolidar o estado como referência em tecnologia e inovação na região.

A Scala foi criada pela DigitalBridge, em 2020, após aquisição de ativos da UOL Diveo. O grupo também planeja ampliar outros campus de data centers no Brasil neste ano, incluindo um projeto em São Paulo com investimentos significativos.

Infraestrutura e investimentos

A primeira fase envolve aproximadamente US$ 500 milhões em infraestrutura. A companhia projeta que um hyperscaler destine quantias proporcionais para a aquisição de equipamentos de IA e chips de alto desempenho.

A empresa salienta que o atual cenário geopolítico reforça a atratividade do Brasil, mantendo o país fora de zonas de conflito e ampliando a janela de oportunidade para captação de investimentos bilionários em infraestrutura digital.

Além disso, o Brasil vem amplificando a conectividade e o uso de energia renovável, fatores que fortalecem a posição competitiva do país no mercado global de data centers, segundo especialistas do setor.

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