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9 em 10 consumidores da América Latina usam pagamento digital segundo Mastercard

Nove em cada dez na América Latina usam pagamentos digitais, mas a aceitação desigual sustenta o uso de dinheiro vivo; Brasil se destaca pelo Pix

Estudo mostra que, apesar do avanço expressivo, o dinheiro físico persiste como alternativa em contextos nos quais a aceitação digital ainda é precária.
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  • Nove em cada dez consumidores da América Latina e do Caribe já se identificam como usuários de pagamentos digitais, segundo estudo encomendado pela Mastercard.
  • Apesar do avanço, quase metade usou cédulas nos últimos seis meses; 36% recorrem a dinheiro dentro de ônibus e 32% em vendedores ambulantes.
  • No Brasil, a digitalização é mais avançada devido ao Pix; em março, 81% da população já havia usado o sistema.
  • Entre quem paga digitalmente, 60% optam pelo cartão de débito para compras diárias; 42% usam carteiras digitais e 39% fazem transferências.
  • Segurança e praticidade motivam a adesão: 95% dos usuários digitais consideram a proteção relevante e 87% querem mais estabelecimentos que aceitem pagamentos digitais.

Nove em cada dez consumidores da América Latina e do Caribe já utilizam pagamentos digitais, segundo estudo encomendado pela Mastercard e divulgado nesta terça-feira. A pesquisa, realizada em março de 2026, aponta que a digitalização avança, mas ainda enfrenta barreiras de acesso e aceitação.

O levantamento, conduzido pela Many Minds Group com 3.558 adultos de dez mercados da região, revela que o dinheiro físico continua presente em situações cotidianas. Quase metade dos entrevistados utilizou cédulas nos últimos seis meses, e 36% recorrem a elas em transportes públicos. Entre vendedores ambulantes, a dependência chega a 32%.

Andrea Scerch, presidente da Mastercard para América Latina e Caribe, afirma que a inclusão não é apenas levar pessoas ao sistema financeiro, mas fazer com que este funcione na prática, no dia a dia. A pesquisa envolveu Argentina, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Peru e Porto Rico.

Brasil se destaca pela adoção do Pix

No Brasil, a digitalização é mais avançada, puxada pela disseminação do Pix. Criado pelo Banco Central em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos já superou o dinheiro em espécie em participação de mercado desde o primeiro trimestre de 2021. Em março, 81% da população brasileira já utilizava Pix.

No restante da região, o apelo pelos pagamentos digitais cresce. Oito em cada dez consumidores citam segurança e praticidade como motivadores para usar o digital, e 87% desejam que mais estabelecimentos aceitem esse tipo de pagamento. Cerca de 59% relatam sacar dinheiro ao menos uma vez por mês, mesmo quando pretendem usar celular ou cartão.

Entre os usuários digitais, o cartão de débito aparece como opção preferida em 60% das transações diárias, seguido por carteiras digitais (42%) e transferências (39%). Os itens mais comuns de uso com cartão de débito são supermercados (34%), restaurantes (33%), contas de celular (27%) e transporte por aplicativo (26%).

A pesquisa destaca que a expansão depende de infraestrutura e de percepção de segurança. Entre usuários digitais, 95% citam proteção como fator relevante e 94% apontam a confiabilidade do sistema. Entre não usuários, 68% consideram provável adotar pagamentos digitais no futuro, indicando espaço para confiança e melhoria de infraestrutura.

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