- BRB fará assembleia geral extraordinária nesta quarta-feira (22) para aumentar o capital em até R$ 8,8 bilhões, com emissão de até 1 bilhão de ações ordinárias e 561 milhões de ações preferenciais.
- Subscrição mínima prevista de R$ 536 milhões; o capital social subiria de R$ 2,344 bilhões para até R$ 11,161 bilhões no cenário máximo.
- Recursos serão usados para reforçar o patrimônio líquido e o patrimônio de referência, mantendo índices de capitalização e enquadramento prudencial.
- Governo do Distrito Federal, controlador, ainda não fez aporte; BRB pretende capitalizar até 30 de maio, antes do prazo de 180 dias do Banco Central.
- A operação ocorre paralelamente a acordo com a Quadra Capital para transferir ativos do Master, no valor de R$ 15 bilhões, com pagamento à vista entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões e parcela posterior entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, além da criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios para incorporar ativos.
O BRB, Banco de Brasília, realiza nesta quarta-feira, 22, uma assembleia geral extraordinária para ampliar seu capital em até 8,8 bilhões de reais. A emissão pode chegar a até 1 bilhão de ações ordinárias e 561 milhões de ações preferenciais, com subscrição mínima de 536 milhões.
Atualmente, o capital social do BRB é de 2,344 bilhões de reais. Com a subscrição mínima, o montante sobe para 2,88 bilhões; com o máximo, pode alcançar 11,161 bilhões. O aumento será feito por meio de subscrição privada, restrita aos atuais acionistas.
Os recursos visam reforçar o patrimônio líquido e de referência, assegurando índices de capitalização regulamentares e o enquadramento prudencial. O BRB não informou, ainda, o valor esperado de aporte público pelo governo do Distrito Federal, controlador da instituição.
Acordo com Quadra Capital
Paralelamente, o BRB firmou acordo com a Quadra Capital para transferir ativos, avaliados em 15 bilhões de reais, a um fundo gerido pela Quadra. A operação busca melhorar a liquidez do BRB, com venda de carteiras de crédito a instituições financeiras.
O negócio prevê pagamento à vista entre 3 e 4 bilhões de reais. Em seguida, pode ocorrer parcela adicional entre 11 bilhões e 12 bilhões, correspondente a cotas do fundo e à monetização de ativos. O montante final depende da injeção de capital prometida pelo governo do DF.
Segundo a Folha, a cessão envolve ativos originários do Master e a criação de um Fidc para incorporar ativos como ações da Oncoclínicas, Ambipar e carteiras do Credcesta. A transação não exige aprovação do Banco Central, mas pode receber objeções, se considerado pertinente.
Contexto institucional
O acordo visa fortalecer a estrutura de capital e a liquidez do BRB, bem como aprimorar a gestão do portfólio. A operação é vista como etapa relevante no processo de readequação da instituição, que vem enfrentando escrutínio regulatório.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o governo continuará adotando medidas para consolidar o processo de reestruturação. A declaração foi dada nesta terça-feira, em meio aos movimentos de capitalização do BRB.
Desdobramentos e quebras de gestão
Em abril, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso em investigação relacionada a irregularidades associadas à tentativa de aquisição de outro banco. O caso envolve apurações sobre atividades da instituição durante o episódio de aquisição frustrada.
A assembleia desta semana marca um momento-chave para o BRB, combinando uma elevação de capital com a reestruturação de ativos de origem do Master, buscando melhorar liquidez, capitalização e governança sob supervisão regulatória.
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