- BRB assinou memorando com a gestora Quadra para tentar recuperar R$ 15 bilhões em ativos herdados do Banco Master.
- Acordo prevê aporte imediato de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões e criação de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para gerir as allocações e futuras vendas.
- A Quadra, cotista sênior do FIDC, terá preferência na recuperação com remuneração fixa garantida; o custo para o BRB pode ficar próximo de CDI mais 10%, equivalente a cerca de 25% ao ano.
- O BRB entraria com R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões de ativos como cotista subordinado, assumindo o risco de inadimplência; se demorar quatro anos, o custo total pode chegar a 100%.
- Além disso, o BRB busca reforço de R$ 8,89 bilhões para cobrir perdas e manter liquidez, tentando ainda levantar R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito; Quadra e BRB não comentaram.
O BRB anunciou na noite de segunda-feira, véspera de feriado, a assinatura de um memorando com a gestora Quadra para tentar recuperar R$ 15 bilhões em ativos recebidos do Banco Master. A operação envolve a transferência dos ativos para recuperação, com estruturação por meio de um FIDC.
A Quadra, especializada em ativos estressados, ficará como cotista sênior e terá prioridade na recuperação. O BRB aportará inicialmente entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões como adiantamento dos valores a recuperar.
O BRB entrará com entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões de ativos como cotista subordinado, assumindo o risco de inadimplência da carteira. Quanto mais demorar a recuperação, maiores serão os juros pagos à Quadra.
Estrutura da operação
Se o atendimento demorar quatro anos, o custo do financiamento pode chegar a 100%, totalizando cerca de R$ 8 bilhões. Parte significativa do risco está ligado à disponibilidade de ativos com lastro.
Detalhes dos ativos e cenários
Entre os ativos entregues pelo Master estão terrenos, carteiras de crédito e ações de Ambipar e Oncoclínicas, empresas envolvidas no escândalo. Esses papéis apresentam horizonte de recuperação pouco claro.
O BRB também informou a necessidade de um reforço de cerca de R$ 8,89 bilhões para cobrir perdas e manter liquidez, evitando intervenção do BC. Ainda não há divulgação do balanço do segundo semestre.
Além dos R$ 4 bilhões da Quadra, o banco busca levantar mais R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito para fechar as contas. A instituição não informou datas para a conclusão do acordo.
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