- A IBM teve lucro líquido de US$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 15% versus o mesmo período do ano anterior.
- A receita cresceu de forma moderada, impulsionada por software e serviços, com destaque para nuvem híbrida e inteligência artificial.
- O lucro por ação ajustado (EPS) superou as estimativas de analistas, sinalizando disciplina operacional e controle de custos.
- As ações recuaram após o pregão, pressionadas por um guidance mais fraco do que o esperado para os próximos trimestres.
- A empresa mantém foco em IA e nuvem híbrida, mas sinaliza crescimento mais contido no curto prazo devido a macroeconomia desafiadora e ciclos de contratação mais longos.
A IBM apresentou lucro líquido de US$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre de 2026, avanço de 15% ante o mesmo período de 2025. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026.
Mesmo com o lucro em alta, as ações reagiram negativamente no after market, pressionadas por guidance considerado mais fraco que o esperado pelo mercado.
A receita registrou crescimento moderado, sustentado pelo desempenho de software e serviços, com destaque para soluções de nuvem híbrida e inteligência artificial, nos pontos centrais da estratégia da empresa.
O lucro por ação ajustado (EPS) também ficou acima das estimativas de analistas, reforçando a percepção de disciplina operacional e controle de custos por parte da companhia.
O núcleo da reação negativa foram as projeções para os próximos trimestres, com um ritmo de crescimento mais contido em meio a um cenário macroeconômico desafiador e maior cautela de clientes corporativos.
Executivos da empresa destacaram demanda estável por projetos de transformação digital no longo prazo, mas admitiram ciclos de contratação mais longos e maior seletividade nos investimentos no curto prazo.
Perspectivas e guia conservador
A orientação para o restante de 2026 é mais conservadora, o que elevado a sensibilidade do mercado às expectativas de crescimento.
Mesmo assim, a IBM mantém foco estratégico em inteligência artificial e nuvem híbrida, sustentando que esses segmentos continuarão a impulsionar a geração de valor nos próximos anos.
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