- Kevin Warsh disse que atuará de forma independente se for confirmado como presidente do Federal Reserve, rejeitando acusações de ser “fantoche” de Trump.
- Em depoimento no Senado, ele pediu mudanças no arcabouço da inflação e em como o Fed se comunica, sem detalhar a trajetória dos juros.
- Warsh afirmou que o presidente não pediu compromisso com decisões de taxa de juros e que jamais aceitaria isso.
- Trump tem pressionado por cortes de juros, com ele sinalizando que não deve antecipar decisões futuras sobre a política monetária.
- A confirmação de Warsh fica incerta devido a uma investigação do Departamento de Justiça envolvendo o Fed e o presidente Jerome Powell, segundo fontes da Casa Branca.
Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, assegurou em depoimento ao Senado que atuará de forma independente caso seja confirmado. Ele rejeitou críticas de democratas que o caracterizam como possível aliado do presidente.
Durante a sessão da Comissão Bancária, Warsh apresentou propostas para reformar a condução da política monetária, incluindo um arcabouço novo para lidar com a inflação persistente e métodos de comunicação com o público. Não detalhou impactos sobre juros de curto prazo.
O economista foi indicado ao cargo em janeiro e pode assumir em maio, caso obtenha aprovação do Congresso. Questionado sobre a pressão de Trump por cortes de juros, ele afirmou não ter sido solicitado a se comprometer com decisões específicas.
“Sou um agente independente se confirmado”, respondeu Warsh a perguntas sobre eventual subordinação ao governo. A líder democrata do comitê, Elizabeth Warren, havia afirmado que ele seria um traço de influência política.
Antes da audiência, Trump declarou que ficaria decepcionado se Warsh não cortasse as taxas ao iniciar o mandato. Warsh, porém, recusou qualquer comprometimento prévio com decisões sobre juros.
No debate sobre responsabilidade inflacionária, Warsh atribuiu parte do ajuste de preços a fatores da pandemia e pediu mudanças na estrutura de decisões do Fed, sem oferecer conjuntos de medidas detalhadas.
Sobre a política de juros, Warsh evitou responder se apoiaria queda rápida, citando ceticismo com relação a guias de previsões futuras. Ele destacou que não deve antecipar decisões por meio de orientações futuras.
Warsh também afirmou que venderia ativos não divulgados antes de tomar posse, reforçando sua posição de transparência financeira. Seu patrimônio, com base em declarações, envolve dezenas de milhões de dólares.
A confirmação permanece incerta. O senador Thom Tillis, crucial para o apoio no comitê, sinalizou não apoiar até uma investigação do DOJ sobre o Fed e o presidente Jerome Powell terminar. Tillis associa apuração a questões políticas.
A Casa Branca e Trump não recuaram da linha de investigação, segundo fontes da Bloomberg News. Em recente fala, Tillis mencionou apoio a uma investigação sobre a reforma do Fed, abrindo caminho para eventual desfecho do processo.
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