- Em vendas de vinho nos EUA superaram US$ 115 bilhões em 2025, um aumento de 2,5% em relação a 2024.
- O valor gasto pelos consumidores foi de US$ 115,33 bilhões, contra US$ 112,48 bilhões no ano anterior.
- O volume vendido caiu 2,4%, indo de 370,7 milhões de caixas de 9 litros em 2024 para 361,8 milhões em 2025.
- Fatores: alta do preço médio por garrafa devido à pressão de vinhos mais caros e crescimento de vinhos de marca própria (private label).
- A BW166 usa dados do BEA e do TT B; o mercado americano segue sendo o maior em volume e receita, com importações representando cerca de 37% do vinho consumido.
Um novo relatório da BW166 LLC aponta que as vendas de vinho nos Estados Unidos atingiram mais de US$ 115 bilhões em 2025, somando vinhos nacionais e importados. O resultado representa um aumento frente a 2024, quando o gasto total ficou em about US$ 112,5 bilhões. Os números foram divulgados pela BW166, com base em dados federais e tributários.
Segundo Jon Moramarco, sócio-diretor da BW166, o ganho de receita ocorre mesmo com queda no volume comercializado. O relatório registra alta de 2,5% na receita em relação a 2024, ao passo que o volume de garrafas vendidas recuou cerca de 2,4%, caindo de 370,7 milhões de caixas de 9 litros em 2024 para 361,8 milhões em 2025.
Fatores por trás do aumento de receita
Dentre os elementos que explicam o crescimento da receita, Moramarco cita a elevação do preço médio por garrafa, com vinhos de faixa mais alta mantendo ou aumentando a demanda, enquanto vinhos de menor preço perdem fôlego. A expansão dos vinhos de marca própria também participa do aumento, já que varejistas veem margens maiores nesses produtos em comparação com rótulos tradicionais.
O relatório destaca ainda a importância de vinhos sob rotulagem de terceiros, produzidos por uma vinícola, mas vendidos com a marca de outra empresa. Esse canal tem ganhado força em supermercados, restaurantes e grandes redes, como clubes de varejo, contribuindo para o crescimento da receita.
Moramarco aponta que parte relevante dos volumes de marca própria não fica capturada em alguns sistemas de venda, sendo relatada aos órgãos federais. Os dados utilizados pela BW166 incluem o BEA, para gastos de consumo, e o TTB, responsável pela arrecadação de impostos sobre bebidas alcoólicas.
Outro fator observado é a margem mantida por hotéis, restaurantes e estabelecimentos de consumo no local, que elevam o gasto do consumidor sem necessariamente reverberar na cadeia produtiva. Em conjunto, esses movimentos elevam o gasto agregado com vinho, ainda que nem todos os players recebam proporção equivalente.
Desafios e perspectivas para o setor
Apesar da recuperação de receita, o mercado segue desafiador. O setor vê impactos de inflação, mudanças demográficas e concorência entre bebidas alcoólicas, o que pressiona margens e preços. A geração Baby Boomer envelhece e reduz o consumo, enquanto a Geração Z enfrenta maior variedade de opções, incluindo destilados e bebidas não tradicionais.
“A indústria precisa atrair novos públicos e tornar vinhos de menor preço mais acessíveis novamente”, afirma Moramarco. Ele também ressalta a necessidade de competir com outras bebidas e adaptar-se aos hábitos culinários e de consumo dos diferentes perfis de clientes.
O relatório reforça que, mesmo diante da alta de receita, a distribuição de ganhos na cadeia produtiva permanece desigual. Muitas vinícolas e importadores enfrentam dificuldades, com fechamentos e falências em alguns casos, enquanto o gasto total com vinho segue em movimento ascendente.
A BW166 utiliza fontes governamentais para compilar seus dados, reforçando o caráter técnico e analítico do estudo sobre o mercado de vinhos nos EUA. O panorama apresentado aponta para uma tendência de aumento de gasto, aliado a pressões de preço e a mudanças estruturais no setor.
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