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Meta rastreia cliques e digitação de funcionários para treinar IA

Meta registra cliques e teclas de funcionários para treinar IA, diz haver salvaguardas; demissões e redução de vagas alimentam debate interno

Getty Images Woman with dark curly hair, wearing tan polo neck jumper, works on a computer in an office
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  • Meta vai monitorar o modo como os funcionários trabalham, incluindo toques do teclado e cliques do mouse, com uma ferramenta que rodará nos computadores e apps internos para coletar dados usados no treinamento de IA.
  • A empresa afirmou que os dados são usados apenas para treinar modelos de IA e que existem salvaguardas para proteger conteúdo sensível.
  • Um funcionário, que pediu anonimato, afirmou que ter as menores ações registradas para treinar IA soa “distópico” e citou possíveis novas demissões como motivo de preocupação.
  • A companhia já demitiu cerca de 2 mil funcionários neste ano e ampliou a moratória de contratações, com queda de listagens de empregos de cerca de 800 para apenas sete vagas em março.
  • A ferramenta é chamada de Model Capability Initiative (MCI). Meta planeja investir cerca de $ 140 bilhões em IA em 2026, após adquirir a Scale AI em 2025 e lançar o Muse Spark recentemente.

Meta vai monitorar atividades de funcionários para treinar IA.

A empresa confirmou que um novo sistema registrará cliques, digitação e uso de apps internos em computadores da companhia. O objetivo é gerar dados de treino para modelos de IA.

Segundo a Meta, o comportamento real dos trabalhadores serve como exemplo para melhorar as ferramentas. A empresa afirmou que os dados não serão usados para outros fins e que há salvaguardas para proteger conteúdo sensível.

Um funcionário pediu anonimato e disse que ter ações tão pequenas registradas soa distópico, principalmente diante de cortes. Outro ex-funcionário classificou a medida como mais uma pressão para adotar IA.

A Meta já realizou demissões em diferentes vagas neste ano, em rodadas menores, mas espera efeitos maiores nos próximos meses, segundo reportagens anteriores. O momento também envolve uma moratória parcial de contratações.

A empresa mantém lista de empregos pública: de centenas de vagas, hoje aparecem apenas algumas dezenas. A Meta não comentou sobre cortes ou remoção de vagas em específico.

O rastreador utilizado é chamado de Model Capability Initiative, segundo a Reuters. A BBC descreve que a coleta direta de atividade de computador para treino de IA é novidade para a empresa.

Antes, a atividade de trabalhadores já era acessível, mas a monitoração com esse fim específico é uma prática nova para a Meta. Funcionários vão contribuir com dados de uso.

O fundador Mark Zuckerberg elevou o orçamento de IA para este ano e pretende ampliar investimentos. A Meta planeja investir cerca de 140 bilhões de dólares em IA em 2026.

Em 2025, a empresa quase adquiriu a Scale AI por mais de 14 bilhões de dólares, e integrou executivos da Scale para fortalecer seus modelos de IA.

A primeira grande iniciativa do grupo Meta Superintelligence Labs veio no mês passado com o modelo Muse Spark.

Com os dados dos colaboradores, a Meta projeta treinar novos modelos de IA desenvolvidos no laboratório.

Zuckerberg havia previsto, no início do ano, que 2026 seria o ano em que a IA mudaria significativamente a forma de trabalhar.

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