- A nomeação de Kevin M. Warsh para liderar a Reserva Federal pode ser adiada por uma investigação do Departamento de Justiça sobre o atual presidente, Jerome H. Powell.
- Warsh disse, durante a sabatina, que não cortaria juros apenas porque o presidente Trump quer, jurando ser “estritamente independente” se confirmado.
- Questionado sobre ser uma “fantoche” de Trump, ele negou veementemente a ideia e ressaltou a necessidade de independência.
- O presidente Trump declarou à CNBC que ficaria “decepcionado” se Warsh não reduziu as taxas após a confirmação.
- Warsh enfatizou a importância de ouvir diferentes opiniões, manter a mente aberta a novas ideias e transformar dados imperfeitos em decisões sensatas.
Kevin M. Warsh, indicado por Donald Trump para comandar o Federal Reserve, afirmou em sabatina que não atenderá a pedidos políticos para cortar juros. A audiência foi realizada na terça-feira diante do Comitê de Bancos do Senado. Warsh garantiu independência caso seja confirmado.
Durante o debate, o indicado, 56 anos, enfrentou dúvidas sobre sua credibilidade. Ele negou repetidamente que seria marionete do presidente, dizendo que Trump nunca pediu decisões prévias sobre juros.
As autoridades questionaram se Warsh atuaria como “sapatilha” de Trump, enquanto o próprio presidente disse à CNBC, horas antes, que ficaria desapontado se os juros não caíssem após a confirmação.
Warsh destacou que banqueiros centrais devem ouvir visões diversas e manter mente aberta a novas ideias. Ele afirmou que é necessário traduzir dados imperfeitos em insights confiáveis para decisões responsáveis.
A nomeação pode seguir prejudicada por uma investigação do Departamento de Justiça sobre o atual presidente do Fed, Jerome Powell. A apuração envolve possíveis condutas administrativas durante a gestão de Powell.
Powell permanece no cargo enquanto a investigação avança. Analistas avaliam impactos de qualquer atraso na confirmação de Warsh sobre a condução da política monetária dos EUA.
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