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Petróleo entra em ponto de ruptura com bloqueio em Ormuz, diz consultoria

Mercado global vê ruptura na oferta de petróleo com bloqueio do Estreito de Ormuz; preços se mantêm elevados e volatilidade persiste

Ponto de ruptura: impacto não seria revertido imediatamente | Getty Images
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  • O mercado global de petróleo entrou em ponto de ruptura com o bloqueio do Estreito de Ormuz, o que pode manter os preços elevados e aumentar a volatilidade, segundo a HFI Research.
  • A interrupção de oferta já chega a entre 11 milhões e 13 milhões de barris por dia, volume semelhante à queda de demanda durante os lockdowns da COVID-19.
  • A escassez física já reduz estoques globais, com projeção de chegar a 1,98 bilhão de barris disponíveis até o fim de junho.
  • Paradas em refinarias ampliam a pressão sobre a oferta, com mais de 5 milhões de barris por dia de capacidade global desligada, cerca de 3 milhões no Oriente Médio.
  • Asia e Europa devem sentir a escassez primeiro; nos EUA, estoques podem cair para cerca de 400 milhões de barris, o que pode levar a restrições de exportação caso o quadro persista.

O mercado global de petróleo entrou em um ponto de ruptura devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo a consultoria HFI Research. A atual interrupção da oferta já é estimada entre 11 milhões e 13 milhões de barris por dia, nivelando com quedas de demanda vistas durante a pandemia. A equipe da HFI afirma que o ritmo de queda nos estoques será acelerado sem precedentes.

A avaliação destaca que o endurecimento da situação não é apenas resposta ao risco geopolítico, mas um problema estrutural de oferta. A consultoria estima que o fechamento do estreito já gerou perda acumulada de cerca de 1 bilhão de barris em estoques globais, com possibilidade de chegar a 1,98 bilhão até o fim de junho.

Impactos por região e tempo de normalização

Paradas em refinarias ajudam a pressionar os preços, com estimativas apontando mais de 5 milhões de barris por dia de manutenção ou indisponibilidade global, principalmente no Oriente Médio. A menor disponibilidade de derivados tende a acelerar a demanda por estoques existentes e elevar os preços.

Segundo a análise, mesmo que o estreito seja reaberto rapidamente, a normalização não ocorreria de imediato. Transporte e descarregamento de cargas já embarcadas podem levar 30 a 40 dias, mais cerca de 20 dias para retorno de navios, atrasando a recomposição da oferta.

Perspectivas para regiões específicas

A Ásia deve sentir a escassez nos próximos dias, com as refinarias disputando barris para manter produção. A Europa e os EUA também devem enfrentar pressão de oferta nas semanas seguintes, com estoques comerciais americanos previstos perto de mínimos operacionais.

A HFI alerta que mudanças de política, como restrições a exportação de derivados ou de petróleo bruto, podem surgir nos EUA diante da queda de estoques. A expectativa é de que dados da EIA tragam sinais de escassez nos próximos relatórios.

Observação de mercado e expectativas

Analistas de outras instituições indicam que o retorno da produção OPEP após um choque pode levar meses, entre seis e nove meses, para normalizar a demanda e a oferta. O entendimento é de que a percepção de escassez física tende a acelerar movimentos de precificação no curto prazo.

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