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Real se valoriza e fica abaixo de R$ 5, maior valorização do ano

Real sobe 10,4% frente ao dólar no ano, liderando 27 moedas, com petróleo alto, juros reais elevados e perspectiva de ajuste fiscal em ano eleitoral

Diferencial de juros ajudou na valorização do real
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  • O real valorizou 10,4% frente ao dólar no acumulado de 2026, segundo a Elos Ayta Consultoria, com o dólar a R$ 4,974 em 20 de abril de 2026.
  • A valorização ocorreu entre 27 moedas pesquisadas, impulsionada pela alta do petróleo e pelas exportações que atraem dólares para o Brasil.
  • O aumento na arrecadação de royalties, aliado a expectativas de crescimento econômico, é citado como apoio ao câmbio; o FMI elevou a projeção de crescimento do Brasil para 1,9% em 2026.
  • O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano por vários meses, sinalizando menor ciclo de cortes; o juro real elevado sustenta a atratividade do real.
  • Riscos para o câmbio incluem insegurança fiscal em ano eleitoral, que pode ampliar a percepção de risco e influenciar fluxos de dólar.

A moeda brasileira, o real, registrou a maior valorização entre 27 moedas analisadas pela Elos Ayta Consultoria no cumulativo de 2026, frente ao dólar. O ganho foi de 10,4% até abril, com o dólar encerrando a cotação em R$ 4,974 na segunda-feira (20). O valor é o mais baixo desde 25 de março.

A alta ocorre em meio ao encarecimento do petróleo e de outras commodities, fatores que estimulam exportações e atraem fluxo de dólares ao Brasil. Analistas destacam que a valorização ajuda a melhorar a arrecadação de royalties e pode sustentar medidas de estímulo.

Contexto macroeconômico e impactos

O FMI elevou a projeção de crescimento brasileiro para 1,9% em 2026, enquanto a guerra no Oriente Médio reduz a projeção de demanda global. A política monetária contracionista também sustenta o diferencial de juros, que favorece o real.

O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, sinalizando um eventual ciclo de cortes mais contido. O juro-base foi reduzido para 14,75% ao ano, com expectativa de menor intensidade de flexibilização.

Juros reais e fluxo de capitais

Especialistas indicam que juros reais elevados proporcionam maior atratividade ao câmbio. Dados de fluxo mostram que investidores estrangeiros aportaram R$ 67,3 bilhões na B3 até 16 de abril, contribuindo para a valorização do real.

Riscos políticos e eleitorais

Apesar do momento favorável, a trajetória do real pode ser pressionada por fatores fiscais. Em ano eleitoral, gastos públicos acima do previsto podem reacender preocupações fiscais e gerar volatilidade cambial, segundo analistas.

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