- Em 2025, houve recorde de valor e de volume nas leilões: 390.924 garrafas vendidas e €33,9 milhões em hammer, com 19% do total de volumes passando pelos leilões.
- 55% das garrafas vendidas tinham mais de 20 anos, ante 69% em 2024, indicando maior abertura a vinhos de safras mais recentes.
- Vinhos tintos permaneceram estáveis, representando 72% do volume e 71,4% do valor; vinhos brancos ganharam participação e vinhos orgânicos cresceram, com 30% do volume e 36% do valor.
- Burgundy liderou em valor de vendas (41,3%), com Bordeaux em volume; preço médio em Burgundy ficou em €212, redução de 15% no ano, menos relevante entre as top 20 propriedades.
- O vinho mais caro foi Musigny 2006, Domaine Leroy, vendido por €25.416; a domaine Romanee-Conti manteve forte procura, com quase €1,9 milhão em vendas (514 garrafas de 75 cl).
O Barómetro iDealwine de 2025 aponta tendências de leilões de vinho que revelam maior diversidade de origens, vintages mais jovens e crescimento de orgânicos. O estudo analisa resultados, lances e ranking regional ao longo do último ano. A demanda por vinhos maduros permanece, mas compradores mostram interesse crescente em adquirir garrafas mais recentes em leilões.
Segundo o relatório, 55% do vinho vendido em 2025 tinha mais de 20 anos, ante 69% em 2024, indicando abertura para vinhos mais novos. Os vinhos tintos seguiram estáveis, representando 72% das volumes e 71,4% do valor total, enquanto o branco ganhou participação nos últimos anos. O segmento orgânico também cresceu, respondendo por 30% do volume e 36% do valor.
Desempenho regional
A demanda por Borgonha manteve-se alta, respondendo por 41,3% do valor das vendas. Foi a principal região em valor, ficando atrás apenas de Bordeaux em volume. A Borgonha manteve as maiores médias de preço, com 212 euros, embora tenha ocorrido queda de 15% no ano, menos acentuada entre os 20 maiores estates.
Preços e recordes
O vinho mais caro de 2025 foi uma garrafa de Musigny 2006, de Domaine Leroy, vendida por 25.416 euros. A Domaine de la Romanée-Conti manteve forte procura, com o equivalente a 514 garrafas 75 cl vendidas por 1,9 milhão de euros.
Bordeaux registrou aumento significativo de volume, 23% year over year, ultrapassando 105 mil garrafas. O total de lances ficou em 12,5 milhões de euros, alta de 19%. A presença de vinhos mais jovens contribuiu para a leve queda de 3% no preço médio por garrafa, para 119 euros.
Outros mercados e mudanças de equilíbrio
Rhone apresentou momento positivo, impulsionado por vinhos de Emmanuel Reynaud, com 4.813 garrafas vendidas. No conjunto, os três principais regions perderam participação de volume, sugerindo abertura para Beaujolais, Alsácia, Sudoeste e Córsega.
Champagne teve aumento de 21% no valor total e alta de dois dígitos no preço médio, atingindo 16% de valorização. Champagne de cultura de produtores se manteve estável, enquanto as casas renomadas ficaram entre os 20 mais negociados.
Jura mostrou alta demanda, com ganho de 10% em volume e 7% em valor, mesmo com leve recuo no preço médio (para 116 euros).
Panorama 2025
A iDealwine descreve 2025 como “ano recorde”, com alta de 9% no valor total e 19% das vendas em leilão. Ao todo, foram comercializadas 390.924 garrafas, gerando 33,9 milhões de euros em hammer price. As vendas de spirits também cresceram, atingindo 2,1 milhões de euros via plataforma conjunta com a La Maison du Whisky, FSA.
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