- Kevin Warsh é apontado como candidato ideal para presidir a Reserva Federal, mas enfrenta questionamentos no Senado.
- O apoio de Donald Trump a Warsh é destacado, em meio a críticas abertas ao atual chair Jerome Powell e à agenda de corte de juros desejada pelo presidente.
- A sabatina no comitê de bancos do Senado acontece em um momento de tensão para a instituição, com investigações envolvendo Powell e oposição de alguns republicanos à indicação.
- Senador Thom Tillis ameaça atrapalhar a nomeação até que a investigação sobre Powell seja encerrada, o que pode atrasar o caminho de Warsh no processo.
- Documentos divulgados mostram que Warsh tem ativos avaliados em pelo menos 100 milhões de dólares, o que desperta escrutínio sobre transparência e possível conflito de interesses.
Kevin Warsh está no centro de uma nomeação que busca colocar alguém próximo ao ex-presidente Donald Trump na cadeira do Federal Reserve. A sabatina no Senado deve ocorrer na manhã de terça-feira, com avaliação de democratas e republicanos. A meta de Warsh é claro: empurrar cortes de juros desde já.
O ausente de Washington vem de uma carreira financeira consolidada. Formado em Stanford, com doutorado em direito pela Harvard, atuou no Morgan Stanley e participou do governo Bush, chefiando o Conselho Econômico Nacional.
Entre 2006 e 2011, Warsh integrou o board do Fed e ficou conhecido como defensor de políticas firmes contra a inflação. Contribuiu para a venda da Bear Stearns à JPMorgan Chase durante a crise de 2008.
Contexto
Durante a gestão de Trump, o presidente criticou publicamente o Fed e o atual chair Jerome Powell, alvo de tensão. Powell tem mandato até 15 de maio, enquanto provas de investigação criminal sobre reformas no prédio da instituição surgem no radar político.
Warsh, casado com Jane Lauder, herdeira da família Lauder, acumula patrimônio estimado em mais de US$ 100 milhões. Documentos indicam ativos relevantes, com detalhamento restrito por acordos de confidencialidade.
Caso seja confirmado, Warsh assumiria um cargo de grande influência na economia dos EUA, porém precisaria conquistar apoio de outros 11 membros do Conselho para aprovar cortes de juros, em meio a incertezas internacionais.
Apesar do impulso de Trump, a confirmação depende de alianças no Senado. O resultado pode se manter indefinido caso haja resistência de democratas e de alguns republicanos que representam posições distintas sobre a política monetária.
Warsh já indicou, em entrevistas e artigos, que defende flexibilizar política de juros para estimular o crescimento, posição que contrasta com críticas a medidas do Fed. A nomeação permanece pendente de votação.
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