- Acionistas do BRB aprovaram aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, por meio de subscrição privada, com preferência aos acionistas atuais.
- A decisão foi tomada em assembleia nesta quarta-feira (22), conforme o presidente Nelson Antonio de Souza.
- O BRB busca fortalecer o balanço com plano que inclui um fundo imobiliário de R$ 4 bilhões com ativos do governo do Distrito Federal.
- A instituição também tenta obter empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, que quer saber o tamanho do prejuízo envolvendo o Master.
- O BRB transferiu R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master para a Quadra Capital, recebendo pagamento inicial de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões e o restante em cotas de um fundo.
O Banco de Brasília (BRB) aprovou um aumento de capital de até 8,8 bilhões de reais para fortalecer o balanço após perdas registradas com o Banco Master, que foi liquidado em novembro. A decisão ocorreu em assembleia realizada nesta quarta-feira (22).
O aumento será realizado por meio de subscrição privada, com preferência aos acionistas atuais, conforme divulgação do BRB. O objetivo é sanear as contas e buscar novas fontes de capital.
A aprovação foi antecipada pelo Valor Econômico na manhã de hoje. O BRB tem buscado alternativas para reforçar a liquidez e reduzir o peso de ativos deteriorados herdados do Master.
Contexto das medidas
O BRB também avalia um fundo imobiliário de 4 bilhões de reais com ativos do governo do Distrito Federal, além de tentar obter um empréstimo de 4 bilhões junto ao FGC, que exige clareza sobre o prejuízo em contratos com o Master.
Em comunicado, foi informado que o BRB transferiu 15 bilhões em ativos obtidos com o Master para a Quadra Capital. O recebimento inicial seria entre 3 e 4 bilhões, com o restante em cotas de fundo de investimento.
Contexto sobre o Banco Master
O Master, que chegou a ganhar espaço no mercado com aquisições, foi liquidado pelo Banco Central em novembro. Executivos, incluindo o CEO Daniel Vorcaro, foram presos em investigações sobre fraudes em instrumentos de crédito.
A operação de venda de carteiras de crédito para o BRB já fazia parte de manobras para reforçar o caixa do Master, antes de o negócio ser alvo de críticas regulatórias e judiciais. A timeline envolve desdobramentos legais e de governança.
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