- O governo federal deve reclassificar a maconha, removendo-a da lista de drogas de alta periculosidade e equiparando-a a substâncias como analgésicos, cetamina e testosterona, segundo a Axios.
- A mudança pode facilitar o acesso a crédito, reduzir a carga tributária e remodelar o setor de cannabis nos Estados Unidos, beneficiando empresas como Canopy Growth, Tilray Brands e Trulieve Cannabis.
- A decisão está atrelada a um decreto assinado pelo presidente Donald Trump e cabe à Drug Enforcement Administration (DEA).
- Após a publicação, as ações da Canopy cresceram cerca de vinte e três por cento e as da Tilray subiram quinze por cento.
- A maconha é a droga ilícita mais usada no mundo e nos EUA; quase um em cada cinco residentes consome ao menos uma vez por ano, segundo dados do CDC citados pela Reuters.
O governo federal dos Estados Unidos avalia reclassificar a maconha, removendo-a da lista de drogas de alta periculosidade. A mudança, segundo a Axios, tornaria a planta equiparável a analgésicos e outras substâncias. A decisão seria publicada via decreto assinado pelo presidente, com impacto sobre pesquisas e questões regulatórias.
A medida pode facilitar o acesso a crédito, reduzir impostos para empresas do setor e abrir caminhos para pesquisas sobre uso medicinal. A reclassificação também reduziria barreiras para financiamento de empresas de cannabis.
Espera-se que a mudança consolide um novo regime regulatório, promovendo inovação e pesquisa clínica. O despacho tem potencial de redefinir a economia do setor nos EUA, com efeitos em toda a cadeia produtiva.
Impacto no mercado e implicações regulatórias
Empresas listadas nos EUA reagiram ao desenvolvimento. Canopy Growth subiu cerca de 23% e Tilray Brands avançou em torno de 15% após a reportagem da Axios. A Trulieve Cannabis também aparece entre as aclamadas do setor.
O Departamento de Justiça e a Drug Enforcement Administration não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A decisão sobre a reclassificação cabe à DEA, que avalia riscos, benefícios e normas de controle.
A maconha permanece a droga ilícita mais usada no mundo; nos EUA, quase um em cada cinco residentes consome o produto anualmente, segundo o CDC, conforme levantamento citado pela Reuters em dezembro.
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