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Aneel aprova reajuste que eleva conta de luz em nove estados

Aneel aprova reajustes para oito distribuidores, atingindo quase cinquenta milhões de consumidores em nove estados, com aumento médio de oito por cento

Manutenção em cabos de energia durante apagão na cidade de São Paulo
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  • Aneel aprovou reajustes para oito distribuidoras em nove estados, impactando quase cinquenta milhões de pessoas.
  • Reajuste médio fica em oito por cento; a maior alta foi da CPFL Santa Cruz, 18,89%, que atende São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
  • Outras altas: CPFL Paulista, 12,13%; Energisa (Mato Grosso do Sul), 12,1%; Energisa (Mato Grosso), 6,86%; Energisa (Sergipe), 6,68%; Coelba, 5,8%; Enel (Ceará), 5,78%; Neoenergia (Rio Grande do Norte), 5,4%.
  • O governo avaliou um empréstimo de até 7 bilhões de reais via BNDES para reduzir impactos, mas a ideia não avançou.
  • Fatores que ajudam a entender os reajustes: encargos de energias renováveis e geração distribuída, uso do diferimento e aplicação do UBP para reduzir tarifas em algumas distribuidoras.

A Aneel aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia que atuam em nove estados, impactando quase 50 milhões de pessoas. O aumento aferido pela agência eleva a conta de luz, com média de 8% e variações regionais conforme a operadora. A decisão ocorreu nesta quarta-feira.

Entre as estas, a CPFL Santa Cruz teve o maior reajuste médio, de 18,89%, atendendo municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. A CPFL Paulista, no interior paulista, ficou em 12,13%. Os valores impactam residências e indústrias conforme o tipo de tensão.

No Centro-Oeste, Energisa no Mato Grosso do Sul registrou 12,1% e no Mato Grosso, 6,86%. No Nordeste, Energisa de Sergipe ficou em 6,68%, Coelba em 5,8%, Enel no Ceará em 5,78% e Neoenergia no Rio Grande do Norte em 5,4%. Juntas, as concessionárias atendem 46,7 milhões de pessoas.

O reajuste reflete encargos, especialmente ligados à geração distribuída, e às fontes incentivadas. A Aneel aponta que, em certos casos, houve uso de diferimento para suavizar o aumento neste ano. Também houve ajuste pelo uso do bem público em algumas distribuidoras.

O impacto varia conforme o tipo de tensão; tarifas residenciais costumam ter menor elevação que as de alta tensão, usadas por indústrias. O efeito regional depende da estrutura de cada rede e da matriz de consumo vigente.

Fatores e perspectivas

Subsídios a fontes de geração, como a geração distribuída, pesam sobre as tarifas. Em 2026, quatro distribuidoras tiveram redução por incluir parcelas do UBP no cálculo da tarifa, com recursos de repactuação de royalties de usinas hidrelétricas.

Além disso, houve reajustes aprovados anteriormente para Roraima Energia, Enel do Rio de Janeiro, Light e Equatorial, entre outros. A Aneel mantém monitoramento de impactos tarifários frente ao cenário econômico e eleitoral.

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