- A Aneel aprovou reajustes e revisões de tarifas que afetarão cerca de 22,09 milhões de unidades consumidoras, com vigência já nesta quarta-feira ou após despacho oficial.
- Os aumentos estão ligados a maior custo de transmissão, compra de energia e encargos setoriais, variando conforme distribuidora e tipo de consumidor.
- CPFL Paulista, que atende 5,12 milhões de clientes, teve a maior alta média, de 12,13% (alta tensão 18,75%; baixa tensão 9,25%).
- Outras distribuidoras com reajustes relevantes incluem Energisa Mato Grosso do Sul (12,11%), Neoenergia Coelba (5,85%), Enel Ceará (5,78%) e Energisa Mato Grosso (6,86%).
- CPFL Santa Cruz, em São Paulo, passou por revisão com alta média de 15,12%, sendo residenciais quem enfrentam maior elevação (17,86%).
Aneel aprovou hoje reajustes e revisões de tarifas que impactam cerca de 22,1 milhões de consumidores em várias regiões do país. Os novos valores entram em vigor já nesta quarta ou após despacho da agência. O motivo principal são o aumento nos custos de transmissão, de compra de energia e encargos setoriais.
A variação depende da distribuidora e do perfil do consumidor (alta ou baixa tensão). Em estados como Mato Grosso do Sul, áreas atendidas pela CPFL Paulista e outras regiões, as altas médias ficam acima de 12%. A Bahia registrou menor impacto devido a uma antecipação de recursos solicitada pela distribuidora local. O cenário de 2026 marca retorno de pressões tarifárias após 2025, com quedas ou altas moderadas em algumas concessões.
CPFL Paulista (SP)
A concessionária de Campinas, com 5,12 milhões de clientes, teve alta média de 12,13%. Alta de 18,75% para alta tensão (indústrias) e 9,25% para baixa tensão (residências). Em 2025, a empresa registrou queda de 3,66%.
Energisa Mato Grosso do Sul (MS)
Com 1,17 milhão de unidades, a Energisa MS teve alta média de 12,11%. O impacto ficou equivalente entre segmentos: 12,39% para alta tensão e 11,98% para baixa tensão.
Neoenergia Coelba (BA)
Atendendo 6,92 milhões de unidades, o reajuste médio foi de 5,85%. Para alta tensão, 10,21%; para baixa tensão, 4,19%. Em termos práticos, residenciais terão alta média de 3,93%.
Enel Ceará (CE)
A Aneel autorizou alta média de 5,78% para 4,11 milhões de clientes. Residenciais e baixa tensão tiveram aumento de 4,67%, enquanto a alta tensão registrou 9,61%.
Energisa Mato Grosso (MT)
Com 1,73 milhão de clientes, a distribuidora de Cuiabá teve alta média de 6,86%. Alta tensão subiu 10,42% e baixa tensão, 5,27%.
Neoenergia Cosern (RN)
No Rio Grande do Norte, 1,59 milhão de clientes terão alta média de 5,40%. Residências e pequenos comércios devem pagar 3,74% a mais; alta tensão, 10,90%.
Energisa Sergipe (SE)
Para 919 mil consumidores, a alta média é de 6,86%. Indústria (alta tensão) registra 12,36%, enquanto residenciais têm 5,24%.
CPFL Santa Cruz (SP)
A CPFL Santa Cruz, que atende cerca de 528 mil clientes, teve alta média de 15,12%. Residenciais registram o maior ajuste entre os grupos, 17,86%.
Observação: os reajustes podem variar conforme a leitura de consumo e o tipo de tarifa. As novas tarifas entram em vigor conforme o despacho da Aneel e as distribuidoras comunicarem os prazos de implantação.
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