- Banco americano elevou a projeção do Ibovespa para o fim do ano de 180 mil para 210 mil pontos.
- Há risco de baixa se a Selic permanecer elevada por mais tempo.
- Cenário base sugere queda do petróleo e alívio de custos, com a Selic em 13,25% no fim do ano e 12,50% em 2027.
- O preço sobre lucro do Ibovespa pode chegar a 11,3 vezes, acima da média histórica de 10,8 vezes, por entradas de fluxo estrangeiro.
- Empresas petrolíferas contribuíram com quase um terço da participação de pontos do índice no ano; o índice subiu 21% e o desempenho médio das ações ficou em cerca de 13%.
O Bank of America (BofA) revisou para cima a projeção para o Ibovespa no fim deste ano, de 180 mil para 210 mil pontos. A mudança reflete a avaliação de que a desescalada do conflito no Oriente Médio pode moderar o preço do petróleo e aliviar custos, fortalecendo o cenário para ações brasileiras.
Segundo a equipe de estratégia e investimentos liderada por David Beker, um alívio nos preços do petróleo facilitaria a trajetória de custos e permitiria ao Banco Central fechar o ano com a Selic em 13,25%, com expectativa de 12,50% em 2027. O cenário considera o Ibovespa a 11,3 vezes o preço sobre lucro, acima da média histórica, puxado pela entrada de fluxo estrangeiro para mercados emergentes.
A projeção aponta crescimento do lucro por ação (LPA) para ações industriais domésticas de até 27% em 2026 e 20% em 2027. No entanto, o banco alerta para um risco de baixa no LPA caso a Selic permaneça em patamares elevados por período prolongado, o que pode reduzir incentivos de investimento.
Os analistas destacam que as ações brasileiras já não aparecem baratas em termos de valuation, mas ainda existem oportunidades. Entre os componentes do Ibovespa, as petrolíferas tiveram participação relevante, contribuindo com quase um terço dos pontos acumulados no ano, enquanto o índice avançou cerca de 21% no período e o desempenho médio das ações ficou em torno de 13%.
Cenário de juros e impactos no mercado
A equipe do BofA enfatiza que a trajetória da política monetária brasileira é determinante para o ritmo de elevação de resultados corporativos. Caso a Selic permaneça elevada, o risco de recuo no LPA aumenta, mesmo diante de ganhos com preço de commodities.
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