- Finanças pessoais liderou o engajamento pela primeira vez na série do FInfluence, com média de 5.063 interações por publicação.
- O total de influenciadores de finanças chegou a 904 no segundo semestre de 2025, crescendo 12,6%.
- A audiência total alcançou 310,7 milhões de seguidores; os influenciadores publicaram 468 mil conteúdos no período, quase triplicando em relação a 2020.
- YouTube fortalece o aprofundamento: Instagram é o principal canal de distribuição; X teve queda de 41,9% no engajamento.
- Criptomoedas foi o tema mais citado pelos criadores (75.283 posts), em meio a mudança de foco da oferta e da demanda.
O Brasil segue sem regras fáceis para o mercado de finanças digitais. O relatório FInfluence aponta mudanças estruturais na forma como informações sobre finanças pessoais são consumidas, produzidas e reguladas no país.
Desenvolvido pela Anbima, em parceria com o Ibpad, o estudo monitora influenciadores de finanças no YouTube, X, Instagram e Facebook. Pela primeira vez, finanças pessoais lideram engajamento. Média de 5.063 interações por publicação.
No segundo semestre de 2025, o número de influenciadores de finanças chegou a 904, alta de 12,6%. Amanda Brum, CMO da Anbima, afirma: pela primeira vez há foco em temática, não apenas em produtos.
Logo atrás ficaram política brasileira e economia, com 4.574 e 4.089 interações por publicação, respectivamente. Questões como sair das dívidas, renegociar cartão e controlar despesas ganharam destaque.
A audiência migra de busca por patrimônio para gestão emergencial do presente. Brum ressalta que há demanda por conteúdo analítico que ajude o leitor a se localizar financeiramente.
A dispersão de influência mudou. A Anbima passou a monitorar a produção com inteligência artificial 24/7, transcrevendo áudios, lendo legendas e identificando termos de risco.
A influência financeira ganhou escala. O FInfluence 10 mostra audiência passível de 74 milhões para 310,7 milhões de seguidores, crescimento acima de 300%. O setor se sustenta pela consistência na produção.
Entre os números de produção, o segundo semestre de 2025 registrou 468 mil conteúdos publicados, quase o triplo de 2020, quando houve cerca de 160 mil posts.
Para quem analisa balanços, CNPI é exigido; para recomendar fundos, CEA ou CPA-20; para planejamento, CFP; para gestão, CGA ou CFG. A Anbima disponibiliza um guia de melhores práticas.
A publicidade passou a exigir identificação clara com #publi ou #parceiapaga. Os quatro pilares da autorregulação incluem transparência, informação completa, vedação de ganhos garantidos e indicação de profissionais certificados.
O YouTube fortalece o aprofundamento, enquanto Instagram cresce como principal canal, e X/Facebook perdem espaço. O formato de retorno ao investidor tende a privilegiar técnicas de tutorial e busca por intenção.
O comportamento observado revela um seguidor que usa o conteúdo para realizar operações em tempo real, combinando teoria e prática. A plataforma favorece retenção e resolução de problemas, segundo especialistas.
Criptomoedas aparecem com frequência entre os temas, com 75.283 posts, impulsionados pela тема Bitcoin acima de US$ 100 mil. Brum destaca que educar é essencial para evitar que apostas se confundam com investimentos.
Mudanças no ecossistema apontam para uma reorganização entre oferta e demanda. A regulação e a certificação ganham espaço, enquanto o consumo se torna mais instrumental e educacional.
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