- As carteiras vendidas pelo BRB à Gestora Quadra incluem créditos a pessoas físicas e jurídicas herdados da Credcesta, além de participações na Oncoclínicas e na Ambipar.
- A operação prevê a formação de um Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) para tentar recuperar os ativos por meio de cobrança ou execução judicial.
- O valor a ser pago à vista ficaria entre três e quatro bilhões de reais, com o restante, entre 11 e 12 bilhões de reais, distribuído aos cotistas do FIDC conforme a recuperação.
- O tamanho da transação deve ficar definido até o dia trinta de maio, e o BRB deverá registrar uma Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) entre vinte e vinte e um bilhões de reais.
- A notícia também aponta que o Banco Central pediu à Master para trocar ativos na negociação com o BRB em 2025, devido identificação de fraude.
O Banco de Brasília (BRB) vendeu a carteira de créditos herdada da Credcesta à gestora Quadra Capital. A operação inclui créditos a pessoas físicas e jurídicas, além de participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar. A notícia foi publicada pelo Valor Econômico, nesta quarta-feira, 22, e o BRB não comentou o assunto; a Quadra também não quis se manifestar.
A carteira negociada é a mesma que, segundo o Valor, o Banco Central solicitou ao Master que trocasse na negociação com o BRB, em 2025, devido a indícios de fraude. A Quadra planeja estruturar um Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) com o objetivo de recuperar os ativos por meio de cobrança administrativa ou execução judicial.
Estrutura e prazos da operação
Ainda não há confirmação do valor total a recuperar. O jornal aponta intervalo de 3 a 4 bilhões de reais a ser pago à vista, com 11 a 12 bilhões restantes a serem distribuídos aos cotistas do FIDC, conforme o montante efetivamente recuperado. A definição do tamanho da operação deve ocorrer até 30 de maio.
Impactos contábeis e próximos passos
Para concluir a operação, o BRB deverá registrar uma Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) entre 20 e 21 bilhões de reais, considerando o valor de face dos ativos vendidos. O desfecho depende de futuras cobranças e de eventuais resultados judiciais relacionados aos ativos. A transação ainda depende de aprovações internas e de ajustes de balanço.
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