- O grupo Comporte, controlado pela família Constantino, assumirá três ramais da CPTM — 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — a partir de 21 de julho, em leilão vencido pela Trivia Trens, com 25 anos de concessão e investimento de R$ 14,3 bilhões.
- A operação será assistida por 12 meses, com a CPTM atuando ao lado; após esse período, a Trivia ficará 100% responsável pelas linhas.
- O contrato prevê oito novas estações e 22,6 quilômetros de expansão, além da renovação das vias permanentes, troca da rede aérea e de sistemas de energia e de sinalização.
- A Linha 13-Jade será estendida até o centro da cidade, com quatro novas estações (Jardim dos Eucaliptos, São João, Presidente Dutra e Bonsucesso), com expectativa de elevar o movimento para entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de passageiros no médio prazo.
- Os trabalhos devem ocorrer principalmente entre 2031 e 2032, com uso de cerca de 160 equipamentos de grande porte; a empresa prevê melhoria gradual da confiabilidade e da percepção dos usuários, além de ampliar a equipe de operação de 1,8 mil para 2,4 mil funcionários.
O grupo Comporte, controlado pela família Constantino, prepara-se para assumir a operação de três ramais da CPTM, ampliando pela primeira vez sua atuação no setor metroferroviário. A transição ocorre a partir de 21 de julho, com contrato de concessão de 25 anos e investimento estimado em 14,3 bilhões de reais.
A operação assistida pela CPTM terá duração de 12 meses e, ao final, a empresa da família Constantino ficará 100% responsável pelas linhas. A vencedora do leilão, Trivia Trens, deverá investir em oito novas estações e na expansão de 22,6 quilômetros, além da renovação completa das vias, rede aérea, energia e sinalização.
As linhas envolvidas são 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A Linha 13-Jade será estendida em quatro estações, chegando até o coração da cidade. Em conjunto, as linhas devem transportar cerca de 900 mil passageiros por dia, segundo a Trivia.
Plano de obras e renovação
O contrato prevê melhorias que devem elevar a confiabilidade do sistema, reduzir falhas e diminuir intervalos entre trens. A empresa estima alcançar entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de passageiros no médio prazo, com a ampliação da capacidade.
A expansão inclui renovação das vias permanentes, troca da rede aérea e implantação de novos sistemas de energia e de sinalização. A revisão total das estações e as obras de via começam apenas após julho, quando a operação for transferida integralmente.
Na visão do diretor de operações da Trivia, Paulo Ferreira, o processo ocorrerá de forma gradual. Ele afirma que mudanças radicais no curto prazo não são viáveis em uma operação desta envergadura.
Operação, pessoal e mudanças de serviço
A Trivia já conta com 1,8 mil funcionários e deverá chegar a 2,4 mil com o pleno funcionamento. O treinamento de equipes é realizado pela CPTM antes da passagem de bastão.
Una mudança estratégica envolve o atendimento ao usuário: os agentes de segurança das estações passam a ser chamados de agentes de atendimento e segurança. A ideia é priorizar o atendimento e a orientação aos passageiros, com menor foco em questões de segurança.
Para tocar as obras, a Trivia adquiriu cerca de 160 equipamentos de grande porte. Entre eles, destaca-se a renovadora de vias permanentes SMD 80 e a desguarnecedora de lastro RM 80, importadas da Áustria. Essas máquinas aceleram a substituição de trilhos e dormentes, com menor impacto operacional.
A substituição envolve 173 quilômetros de vias, 290 mil dormentes e 309 mil metros cúbicos de brita movimentados. Segundo a empresa, o método pode realizar até cinco a dez vezes mais rápido os serviços tradicionais.
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