- O BCE não pode determinar se o choque da guerra no Irã será passageiro ou mais extenso até entender a duração do conflito.
- O economista-chefe, Philip Lane, informou que isso depende de quanto tempo durar a guerra, o que ainda não está claro.
- Ele destacou que os preços da energia já influenciam a inflação na zona do euro.
- Lane disse que, no último mês, não houve mudança nas informações usadas na reunião de março, entre o cenário-base e o adverso, mesmo reconhecendo o choque significativo.
O Banco Central Européu (BCE) afirmou que ainda não é possível determinar se o choque causado pela guerra do Irã à economia da zona do euro será passageiro ou mais intenso. O economista-chefe da instituição, Philip Lane, fez as observações em um painel realizado em Frankfurt.
Lane destacou que a duração do conflito é crucial para entender o alcance do impacto. Até o momento, não há clareza sobre quanto tempo poderá perdurar a guerra, o que dificulta confirmar se o choque será temporário ou mais significativo para a economia europeia.
O economista ressaltou que os preços da energia já influenciam a inflação na região. O BCE manteve, até a reunião de março, cenários distintos entre base e adverso, sem alterações significativas no último mês, segundo o próprio Lane.
Impacto dos preços de energia
O painel em Frankfurt evidenciou que fatores energéticos continuam sendo um canal relevante de transmissão da tensão geopolítica para a economia da zona do euro. As autoridades monitoram sinais de como a demanda e os custos energéticos evoluem à medida que a duração do conflito permanece incerta.
Lane reforçou que informações adicionais sobre a duração do conflito são essenciais para atualizar as projeções do BCE. A instituição busca esclarecer se a atual fase representa apenas uma interrupção temporária ou um choque estrutural de maior magnitude.
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