- A Anvisa divulgou uma instrução normativa com requisitos para insumos usados em canetas emagrecedoras, incluindo ativos de GLP‑1 e co-agonistas GLP‑1/GIP.
- Executivos do setor avaliam que a norma não define claramente quem fiscaliza o cumprimento nem como os resultados dos testes serão tornados públicos.
- As empresas apontam que a demanda elevou a procura e abriu espaço para versões manipuladas em farmácias, com fiscalização precária.
- O segmento movimentou cerca de R$ 10 bilhões em 2025, correspondendo a aproximadamente 4% do varejo farmacêutico; expectativa de crescimento em 2026.
- Há relatos de contrabando e roubo, com quase R$ 70 milhões em medicamentos roubados no ano anterior, segundo a Abrafarma.
A Anvisa apresentou uma instrução normativa que estabelece procedimentos para a importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte de Insumos Farmacêuticos Ativos usados em canetas emagrecedoras. A norma envolve GLP-1 e co-agonistas GLP-1/GIP e visa endurecer requisitos técnicos para o setor.
Representantes do setor afirmam que a minuta não define claramente quem verifica o cumprimento das novas exigências, nem como serão avaliados os resultados dos testes nem como esses resultados serão tornados públicos. A fiscalização de farmácias de manipulação passa a ser ponto central da perda de controle percebida pelo mercado.
Canetas emagrecedoras movimentaram cerca de 10 bilhões de reais no Brasil em 2025, correspondendo a cerca de 4% do varejo farmacêutico. O mercado ainda espera expansão em 2026, com a patente da semaglutida aberta a genéricos com preços mais baixos.
Para o setor, a demanda pela melhoria regulatória é positiva, mas a ausência de critérios claros sobre avaliação de insumos preocupa. Empresas pedem que os testes sejam divulgado no portal da Anvisa para possibilitar transparência.
A entrada de versões manipuladas acompanhou o aumento de demanda, segundo executivos. Farmácias de manipulação atendem casos específicos quando há restrições à fórmula industrial, mas a prática tem ganhado espaço sem robusta fiscalização.
Canetas podem usar tirzepatida, ativo de uma das formulações, em caráter excepcional com justificativa técnica. A regulamentação atual exige que a produção seja rastreável, com controle de qualidade e armazenamento adequados.
O mercado formal afirma que o crescimento pode ter sido favorecido pela autorização de uso de insumos manipulados, ainda que limitado pela vigilância. Em paralelo, operações policiais têm apreendido tirzepatida e insumos em situações suspeitas
Estimativas de mercado apontam ainda riscos com o contrabando. Canetas contrabandeadas aparecem em plataformas de venda, elevando preocupações de saúde pública e de fiscalização, segundo autoridades e representantes do setor.
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