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Ex-presidente do BRB troca defesa em meio a rumores de delação premiada

Troca de defesa de Paulo Henrique Costa sinaliza possível delação premiada; ex-presidente do BRB permanece preso no Complexo da Papuda

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB — Foto: André Coelho/Valor
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  • Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), trocou de defesa em meio a rumores de delação premiada.
  • Cleber Lopes deixa a defesa; passam a representar Costa os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.
  • A mudança foi revelada originalmente pelo jornal O Globo.
  • A troca de defesa busca facilitar eventual acordo de delação; Costa foi preso na semana passada, na quarta fase da Operação Compliance Zero, e está no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
  • Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e preso, também negocia delação e já assinou termo de confidencialidade com a PF e a PGR.

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, trocou de defesa no contexto de rumores sobre delação premiada. A troca ocorreu após a prisão na quarta fase da Operação Compliance Zero. Costa está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A mudança visa facilitar a possibilidade de acordo de colaboração com as autoridades.

A nova dupla de advogados é formada por Eugênio Aragão e Davi Tangerino, substituindo Cleber Lopes, que conduzia a defesa. Pessoas próximas a Costa afirmaram ao Valor que o objetivo é viabilizar uma delação, conforme reportado pelo jornal O Globo.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também está preso e já iniciou negociações para delação. Ele trocou a defesa, antes ligada a opositores a acordos de delação premiada. PF e PGR assinaram termo de confidencialidade como etapa inicial das negociações.

Mudança de defesa

Segundo apuração, a troca de defesa de Costa busca ampliar possibilidades de acordo com autoridades. A influência de Vorcaro no caso é citada como referência para o movimento de Costa. O conjunto de informações foi divulgado publicamente pelos veículos de imprensa citados.

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Ex-presidente do BRB troca defesa em meio a rumores de delação premiada

Ex-presidente do BRB troca de defesa em meio a rumores de delação premiada; Aragão e Tangerino passam a defender Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB — Foto: André Coelho/Valor
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  • Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, trocou de defesa em meio a rumores de delação premiada.
  • Advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino substituem Cleber Lopes na linha de defesa.
  • A troca visa facilitar um eventual acordo de colaboração premiada; Costa está preso na Papuda, em Brasília, desde a quarta fase da Operação Compliance Zero.
  • Davi Tangerino tem experiência em delações premiadas; Eugênio Aragão já atuou como ministro da Justiça e defendeu Lula em campanhas anteriores.
  • Há relatos de que o acordo pode envolver Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, conforme mensagens citadas na investigação.

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, trocou de defesa em meio a rumores de delação premiada. Cleber Lopes deixa a linha de defesa, que passa a ser integrada por Eugênio Aragão e Davi Tangerino. A informação foi revelada inicialmente pelo O Globo.

Costa foi preso na semana passada, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Ele está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, sob a acusação de facilitar operações fraudulentas envolvendo o BRB e o Banco Master.

A mudança na defesa, segundo pessoas próximas citadas pelo Valor, visa viabilizar um eventual acordo de colaboração premiada. Tangerino tem atuação em delações de executivos de empresas, com experiência em penal empresarial. Aragão já ocupou o Ministério da Justiça e possui histórico político ligado ao PT.

Troca de defesa e desdobramentos

Daniel Vorcaro, dono do Master, também está preso e já negocia delação, trocando a defesa para facilitar o acordo. A PF e a PGR já assinaram termo de confidencialidade, passo preliminar para delação.

A investigação envolve possibilidade de pagamentos de propina a Costa, com imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões em Brasília e São Paulo. A PF aponta que a titularidade foi ocultada por meio de fundos e empresas de fachada.

O processo também envolve menção a Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, em mensagens que teriam ligado Costa a pedidos de material de defesa para a aquisição do Master pelo BRB. Ibaneis nega irregularidades e aponta Costa como responsável pelas tratativas.

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