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Fundo de private equity mira terras raras no Brasil

MadCap levanta US$ 200 milhões para dez projetos de minerais críticos no Brasil, com foco em terras raras e exportação para EUA, UE e Japão

Os 17 elementos químicos da tabela periódica que são os minerais críticos
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  • A gestora MadCap lançou captação internacional para o LTWSK Mining Fund, visando até US$ 200 milhões para tocar 10 projetos de minerais críticos já mapeados no Brasil.
  • O fundo tem Delaware como base, iniciou o roadshow em fevereiro e já tem acordo avançado com três investidores de grande porte.
  • O portfólio envolve 17 elementos químicos da tabela periódica, com foco em terras raras, níquel, cobre, grafita, lítio e platinoides, para uso em energia, tecnologia e defesa.
  • A MadCap propõe investir em projetos com direitos de descoberta já garantidos, baixo risco socioambiental e boa infraestrutura, alocando 70% a 80% do capital em iniciativas de maior mérito técnico e econômico.
  • A estratégia mira atender mercados dos Estados Unidos, União Europeia, Japão e Coreia, com decisão sobre produção casuais entre exportação de concentrados ou beneficiamento local.

A gestora de private equity MadCap iniciou a captação internacional de um fundo voltado a projetos de minerais críticos no Brasil. Com meta de US$ 200 milhões, o LTWSK Mining Fund pretende apoiar 10 empreendimentos já mapeados no País, envolvendo terras raras, níquel, cobre, grafita, lítio e platinoides. O roadshow começou em fevereiro, com base em Delaware, EUA, buscando investidores globais para viabilizar as iniciativas.

O objetivo é investir em projetos com diferentes estágios de maturidade, priorizando aqueles com direitos de descoberta já confirmados, baixo risco socioambiental e infraestrutura viável. A MadCap já negocia acordos com três investidores de grande porte, em menos de dois meses de captação, segundo a empresa.

O time à frente do fundo é liderado por Mozart Litwinski, ex-CEO da Ferrous, e conta com Elmer Salomão, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral, além de Guilherme Jácome e os irmãos Elmer, Guilherme e Yuri Litwinski, com atuação consolidada no desenvolvimento de projetos minerais.

A estratégia da MadCap mistura baixo risco, alta capacidade técnica e diversificação de ativos, sem depender de apenas um mineral. O portfólio reúne projetos greenfield e outros já próximos de licenciamento ou com estudos de viabilidade em andamento.

Segundo a gestão, a captação de US$ 200 milhões deverá atender aos projetos prioritários, com desembolsos em tranches condicionadas a resultados. Um exemplo citado é o aporte inicial de US$ 1 milhão, seguido de novos investimentos conforme metas técnicas e econômicas forem atingidas.

A governança do fundo prevê participação acionária relevante desde o início, com atuação em conselho em projetos de Capex avançado e, quando cabível, participação minoritária para assegurar decisões rápidas e alinhamento estratégico. A destinação da produção será avaliada caso a caso, com foco em exportação de concentrados ou processamento local para agregar valor.

A MadCap destaca que a diversificação visa reduzir volatilidade e ampliar a oferta de minerais críticos para EUA, União Europeia, Japão e Coreia, mantendo foco inicial em terras raras e cobre. O objetivo é sustentar uma estratégia de longo prazo com conformidade regulatória e responsabilidade socioambiental.

O pano de fundo envolve disputas globais por minerais estratégicos. O Brasil detém cerca de 19% das reservas mundiais de terras raras, mas o mapeamento do subsolo alcança apenas parte do potencial, o que alimenta o interesse de investidores internacionais.

Em paralelo, o debate político sobre minerais críticos ganhou força. Propostas de criação da Terrabras, uma estatal para a cadeia de terras raras, foram apresentadas na Câmara e receberam reações cautelosas do governo, com ressalvas sobre o papel regulatório do Estado. Entidades técnicas brasileiras manifestaram a necessidade de políticas públicas estáveis para ampliar a participação do Brasil nesse mercado global.

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