- O Ibovespa caiu 1,65%, para 192.888 pontos, o menor nível desde 8 de abril, com ajustes após altas recentes e venda de lucros.
- Bancos e mineradoras puxaram as perdas, enquanto ações do setor de energia ajudaram a limitar o recuo; entrada de capital estrangeiro também recuou.
- O dólar encerrou praticamente estável, em 4,974 reais, com leve queda de 0,01%, no menor nível desde 25 de março de 2024.
- No ano, o dólar acumula queda de 9,39% frente ao real, em meio a fluxo de capitais e diferenças de juros.
- O petróleo manteve-se em alta, com Brent a 101,91 dólares e WTI a 92,96 dólares, beneficiados pelas tensões no Oriente Médio e pela continuidade de incertezas geopolíticas.
Num dia de cautela nos mercados, o Ibovespa caiu com perdas entre bancos e mineradoras, o dólar ficou estável e o petróleo avançou acima de US$ 100 o barril. O movimento refletiu vendas para realização de lucros e incertezas geopolíticas ligadas ao Oriente Médio.
O Ibovespa recuou 1,65%, fechando aos 192.888 pontos, menor desde 8 de abril. O recuo veio após altas recentes e revisão de riscos por investidores, com peso relevante de bancos e mineradoras no desempenho do índice.
Ações de bancos e mineradoras lideraram as perdas, pressionando o índice. Ativos do setor de energia, por outro lado, ajudaram a conter o recuo, acompanhando o avanço do petróleo no mercado externo. Ainda assim, o saldo do dia foi negativo.
Dados mostraram redução na entrada de capital estrangeiro na bolsa, o que contribuiu para o enfraquecimento do índice diante da cautela global.
Dólar estável e cenário externo
O dólar à vista fechou quase estável, em leve queda de 0,01%, a R$ 4,974. A cotação está no menor nível desde 25 de março de 2024, com variações ao longo do dia.
No acumulado de 2024, o dólar acumula queda de 9,39% ante o real, refletindo fluxo de capitais e diferenças de juros entre Brasil e exterior.
Petróleo em alta impulsionado por tensões
Os preços do petróleo subiram forte, com o Brent a US$ 101,91 e o WTI a US$ 92,96, altas de 3,5% e 3,66%, respectivamente. As altas foram motivadas por incertezas sobre continuidade das negociações EUA-Irã e novos episódios no Estreito de Ormuz.
Apesar da prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump, o ambiente permanece desfavorável aos preços, sustentando a pressão.
* com informações da Reuters
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