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Impactos ambientais podem reduzir o PIB global em até 4%

Padrões de consumo elevados pressionam ecossistemas; mudanças de demanda podem reduzir setenta por cento das emissões até 2050, e o PIB global pode recuar até quatro por cento

Impactos ambientais podem reduzir PIB global em até 4%
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  • A redução do PIB global até 2050 pode chegar a até quatro por cento, segundo o relatório citado.
  • Mudanças na demanda têm potencial para reduzir entre quarenta e setenta por cento das emissões globais até 2050, em edifícios, transporte e alimentação.
  • Desde 1960, o consumo per capita quadruplicou; em 2023, economias avançadas consumiram cerca de setenta por cento a mais que a média mundial.
  • Soluções técnicas isoladas não bastam; é preciso combinar inovação com cuidado com a natureza, saberes locais e fatores socioculturais.
  • O setor empresarial precisa agir de forma concreta, alinhando estratégia e sustentabilidade para manter competitividade a longo prazo.

O relatório de referência do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente aponta que, se o atual modelo econômico persistir, impactos ambientais podem reduzir o PIB global em até 4% até 2050. Além disso, aponta avanço de migração forçada e aumento da mortalidade associada à poluição do ar.

O documento destaca que as mudanças estão atadas aos padrões de consumo. Desde 1960, o consumo per capita quadruplicou; em 2023, economias avançadas consumiram cerca de 70% acima da média global, elevando a pressão sobre ecossistemas e emissões.

A pesquisa aponta que estratégias de demanda podem alterar significativamente esse cenário. Reformas em edificações, transporte e alimentação têm potencial para reduzir entre 40% e 70% das emissões globais até 2050. Mudanças nesses sistemas, aliadas a escolhas conscientes, são centrais para frear a crise climática.

Soluções técnicas isoladas não bastam para mudanças duradouras. O estudo sustenta que ações que incorporem cuidado com a natureza, saberes locais e fatores socioculturais ajudam a induzir novos comportamentos.

Para Daniel Maximilian Da Costa, fundador do LAQI, é preciso levar o debate ambiental para decisões diárias, inclusive no meio corporativo. Ele afirma que datas como o Dia da Terra ajudam na reflexão, mas devem vir acompanhadas de ações consistentes ao longo do tempo.

A conclusão é que crescimento econômico não pode mais ser dissociado da responsabilidade ambiental. O setor empresarial é apontado como capaz de liderar mudanças reais na produção, consumo e cadeia de valor, com a sustentabilidade como condição de competitividade.

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