- O bilionário Justin Sun e suas empresas processaram a World Liberty Financial, projeto de criptomoedas cofundado pelo ex-presidente Donald Trump, acusando extorsão e um esquema ilegal para confiscar seus tokens.
- A ação, apresentada em um tribunal federal em São Francisco, questiona se a World Liberty possui reservas suficientes para lastrear a stablecoin de US$ 1; Sun afirma ter investido US$ 45 milhões para adquirir 3 bilhões de tokens WLFI e recebeu 1 bilhão de WLFI por assessoria.
- A denúncia acusa a World Liberty de congelar os tokens de Sun, queimar tokens da sua carteira e adotar uma lista negra para impedir transferências de usuários.
- Sun aponta que a pressão para investir na stablecoin e na blockchain Tron levou a deterioração do relacionamento; diretores teriam ficado hostis após ele se recusar a ampliar o apoio.
- A World Liberty teria declarado congelar parte dos tokens de Sun em meio a negociações, e investidores não conseguem negociar 80% dos seus tokens; a empresa informou ter capital suficiente para evitar inadimplência de um empréstimo lastreado em WLFI.
O bilionário dos criptoativos Justin Sun e suas empresas ajuizaram ação contra a World Liberty Financial, projeto de criptomoedas cofundado pelo ex-presidente Donald Trump. A queixa, apresentada nesta terça-feira em São Francisco, aponta extorsão e um suposto esquema ilegal para confiscar tokens de Sun. Além disso, questiona se o projeto possui reservas suficientes para lastrear sua stablecoin de US$ 1.
Sun afirma ter investido US$ 45 milhões para adquirir 3 bilhões de tokens WLFI entre 2024 e 2025, além de ter recebido mais um bilhão de WLFI por assessoria ao projeto. Segundo ele, o relacionamento com a equipe azedou após recusa de novos aportes. Situação recente envolve atritos públicos na rede X.
A World Liberty não comentou o caso de imediato. Na rede social, Eric Trump afirmou que o processo é menos relevante do que o uso de recursos para uma peça artística com fita adesiva, e ressaltou o orgulho da equipe. Sun divulgou que a World Liberty teria instalado poderes que congelaram seus tokens.
Acusações centrais e efeitos no projeto
Na denúncia, Sun sustenta que a World Liberty congelou e queimou seus tokens, mesmo com Sun mantendo-os em carteira própria. A empresa também teria adotado lista negra para restringir transferências de usuários. Sun diz que tais ações visaram obrigá-lo a investir na stablecoin e a promover o uso na blockchain Tron.
A ação aponta que, em julho, diretores teriam se tornado hostis após a recusa de Sun em novo aporte. Em setembro, Chase Herro, cofundador, teria ameaçado queimar os tokens de Sun, avaliados na época em US$ 776 milhões. A World Liberty, segundo o processo, teria ameaçado denunciar Sun às autoridades criminais.
Situação financeira e próximos passos
Sun afirma que a World Liberty está em dificuldades financeiras e que, recentemente, recorreu a um empréstimo lastreado por tokens WLFI. A própria empresa afirma ter capital suficiente para evitar inadimplemento. A queixa solicita desbloqueio dos tokens de Sun, indenização e proibição de nova queima ou bloqueio.
Investidores iniciais do projeto ainda não conseguem negociar 80% de seus tokens. Uma proposta em análise atrasaria o acesso por pelo menos dois anos, reduzindo ainda mais possibilidades de movimentação para a diretoria. O caso corre no Tribunal Distrital dos EUA, Norte da Califórnia, em São Francisco.
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